
Tem problema faltar com muita frequência na terapia? Precisa ir TODA semana?
Imprevistos acontecem, então faltar de vez em quando não é um problema. Mas o excesso de faltas (além de apontar um processo que chamamos de "resistência") causa alguns prejuízos no seu processo terapêutico.
A terapia é um processo, e processos precisam de constância para gerar mudança real.
Nossos padrões de pensamento, emoção e comportamento foram construídos ao longo de anos (às vezes de uma vida inteira) e não se transformam em um único encontro ou fazendo sessões apenas quando problemas estão acontecendo.
Cada sessão é parte de uma construção gradual: você identifica padrões, testa novas formas de interpretar situações, experimenta respostas diferentes e, com o tempo, consolida essas mudanças. É a repetição que ajuda o cérebro a criar novas conexões e enfraquecer caminhos antigos.
Muitas vezes, inclusive, você percebe que está falando sobre o “mesmo assunto” mais de uma vez, isso não significa que a terapia não esteja funcionando. Pelo contrário. Revisitar situações semelhantes permite observar nuances, identificar gatilhos recorrentes e reconhecer padrões de pensamento e de reação que antes passavam despercebidos. Ao olhar para a mesma questão em momentos diferentes, com mais consciência, você começa a entender o que se repete, o que ativa determinadas emoções e o que mantém certos ciclos.
Além disso, muitas questões aparecem em camadas. À medida que o vínculo terapêutico se fortalece, surgem conteúdos mais profundos, que só conseguem ser acessados com segurança quando há continuidade. A constância também ajuda a sustentar as melhoras, prevenir recaídas e desenvolver recursos internos para lidar com futuras dificuldades. Terapia não é um evento pontual, mudanças consistentes exigem tempo, prática e presença.





