
Muitas pessoas chegam à terapia acreditando que suas emoções surgem “do nada” ou que suas escolhas são fruto apenas da personalidade, das circunstâncias — e até do signo, rs.
Mas a psicologia, especialmente a partir do olhar da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), nos mostra algo fundamental: entre o que acontece e o que sentimos, existe o que pensamos.
Todos nós temos pensamentos automáticos. Eles surgem de forma rápida, muitas vezes sem que percebamos, e costumam ser interpretações aprendidas ao longo da vida. São influenciados por experiências passadas, pela forma como fomos tratados, pelas cobranças que internalizamos e pelas histórias que repetimos sobre nós mesmos.
Quando esses pensamentos se tornam rígidos, autocríticos ou distorcidos, o impacto aparece nas emoções. Um pensamento como “não sou suficiente” pode gerar ansiedade, insegurança ou tristeza. Com o tempo, essas emoções passam a guiar nossas escolhas: evitamos tentar, nos sabotamos, aceitamos menos do que merecemos ou permanecemos em situações que nos fazem mal. É assim que padrões se formam.
A boa notícia é que pensamentos não são verdades absolutas. Eles podem ser observados, questionados e reformulados.
Na psicoterapia comigo, trabalhamos justamente essa relação entre pensamento, emoção e comportamento — sem um ponto exato de início, já que um influencia o outro constantemente. Ao aprender a identificar o que passa pela mente, a pessoa ganha mais clareza emocional e mais liberdade para escolher como agir.
Cuidar da qualidade dos seus pensamentos não significa pensar positivo o tempo todo ou ignorar dificuldades. Significa desenvolver um olhar mais realista, gentil e consciente sobre si mesma e sobre o mundo.
Quando você muda a forma como interpreta uma situação, muda também a forma como se sente diante dela. E, com isso, suas escolhas começam a refletir mais quem você é — e menos os medos que aprendeu a carregar. Pensar melhor é um processo.
E esse processo pode transformar a forma como você vive, sente e se relaciona consigo mesma.
Esse é um dos temas centrais do meu trabalho clínico: ajudar pessoas a compreenderem a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, construindo mais clareza e autonomia emocional.
Se você sente que precisa de ajuda nesse processo, a terapia pode ser um espaço de cuidado para você.





