
Existe uma tendência humana de amar não apenas as pessoas, mas também as histórias que construímos sobre elas.
Antes mesmo de conhecer verdadeiramente alguém, muitas vezes já o revestimos de expectativas, desejos e fantasias.
Enxergamos aquilo que gostaríamos de encontrar: alguém que nos complete, nos compreenda sem falhas ou cure antigos vazios. Nesse movimento, o outro deixa de ser uma pessoa e passa a ocupar um lugar em nossa imaginação.
A idealização nasce justamente dessa dificuldade de lidar com a falta. Em vez de nos relacionarmos com a realidade, tentamos transformá-la em algo que corresponda aos nossos anseios. O problema é que nenhuma pessoa consegue sustentar por muito tempo o peso de uma fantasia.
Mais cedo ou mais tarde, o real aparece.
A contradição surge. O defeito se revela. A diferença se impõe. E aquilo que antes parecia encantador passa a ser vivido como decepção. Mas talvez a decepção não venha do outro. Talvez ela venha do desencontro entre quem a pessoa é e quem imaginávamos que ela fosse.
Na perspectiva psicanalítica, amar não significa encontrar alguém perfeito. Significa reconhecer que o outro existe para além dos nossos desejos. Existe como sujeito, com sua própria história, suas faltas, seus limites e suas contradições.
Por isso, o encontro verdadeiro não acontece na idealização. Ele começa quando ela falha.
Quando a imagem se rompe, surge a possibilidade de algo mais profundo: a experiência de se relacionar com alguém real. Não com uma promessa de completude, mas com uma presença humana.
Talvez amar seja justamente sustentar esse encontro. Permanecer diante da imperfeição sem transformá-la imediatamente em desilusão. Aceitar que o outro nunca será tudo aquilo que sonhamos e, ainda assim, encontrar valor em sua existência.
Porque, no fim, não é a fantasia que aproxima as pessoas. É a capacidade de sobreviver ao seu fim.
Quem sou eu?

João Pinheiro Pereira
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05/87646
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Presencial, Online
Olá, seja bem-vinda(o)!
Se você chegou até aqui, talvez esteja procurando um espaço para compreender melhor o que sente, se escutar com mais atenção ou simplesmente encontrar um pouco de espaço para respirar em meio a tantas coisas acontecendo. Um lugar onde você possa falar sobre o que vive sem precisar chegar com tudo organizado, sem precisar saber exatamente o que dizer e sem ter que encontrar respostas imediatamente.
Eu sou o João, psicólogo clínico, e estou aqui para te acompanhar! ;)
Acredito que cada pessoa tem uma história, seus próprios sentidos, maneiras de sentir, de se relacionar. Por isso, na terapia não partiremos de receitas prontas. Mas sim, caminharemos juntos, construindo reflexões, ampliando olhares e, aos poucos, encontrando possibilidades que possam fazer sentido para você.
Aqui, você encontra um espaço seguro para compartilhar suas angústias, inseguranças, relações, escolhas, dúvidas ou até mesmo aquilo que ainda não consegue nomear. Nem sempre precisamos começar sabendo exatamente o que está acontecendo. Às vezes, antes de encontrar uma resposta, precisamos de um espaço onde possamos olhar para aquilo que vivemos com mais calma e cuidado.
Atuo pela abordagem da Fenomenologia Existencial Humanista, que busca compreender a pessoa a partir daquilo que ela vive, assim a terapia pode ser esse lugar para se escutar, se compreender e se aproximar de si com mais afeto.
Se você sente que este pode ser um momento de olhar para si e para o que está vivendo, será um prazer te acompanhar nesse processo.
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