
Na sociedade atual, falar de ansiedade é praticamente inevitável: com ritmos de vida acelerados, múltiplas demandas e incertezas cotidianas, muitas pessoas relatam experiências de medo difuso, preocupação intensa ou inquietação constante. Porém, será que “ansiedade” e “angústia” significam exatamente a mesma coisa? E de que forma entendemos esses estados na clínica psicológica e psicanalítica?
Uma das formas mais comuns de compreender os transtornos de ansiedade hoje é por meio de sistemas diagnósticos padronizados como o DSM-5. Esses manuais classificam e rotulam sintomas para que profissionais da saúde mental possam identificar e tratar quadros como transtorno de pânico, fobias e ansiedade generalizada. Essa abordagem, muitas vezes chamada de psicopatologia geral, busca organizar o sofrimento psíquico com base em critérios taxonômicos, focando em sinais e sintomas observáveis.
No entanto, quando examinamos essas experiências pela lente da psicanálise, a ênfase muda. Em vez de priorizar categorias fixas de diagnóstico, esse olhar tenta compreender o sentido subjetivo do sofrimento, ou seja, o que esses estados emocionais significam para a própria pessoa, considerando sua história, linguagem, relações e modos de simbolizar o mundo.
Na visão psicanalítica, ansiedade e angústia não são apenas nomes para um conjunto de sintomas; são experiências ligadas à forma como o sujeito se relaciona com o desejo, com o outro e com as possibilidades de existência. Freud já destacava que a angústia possui uma dimensão que vai além de simples medo de algo específico, ela é um afeto sem objeto claramente definido, interligada à própria condição humana de lidar com o inesperado e o desconhecido. Já Lacan complementa esse olhar ao afirmar que a angústia está profundamente conectada à presença do objeto que causa desejo e à forma como nos enlaçamos nas relações com os outros.
Ao pensarmos o sofrimento psíquico da perspectiva clínica contemporânea, especialmente após períodos de crise como a pandemia, percebemos que muitas pessoas experienciam ansiedade e angústia de formas que não se limitam a listas de sintomas ou padrões comportamentais. Existe um aspecto de narrativa, de sentido, que não é capturado apenas por manuais diagnósticos, e é aí que a escuta psicanalítica pode oferecer caminhos ricos para ajudar aqueles que sofrem.
Referência: https://periodicos.pucminas.br/pretextos/article/view/32611/23721
Quem sou eu?

Larissa Sardi Fagiolo Montanher
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Olá! Me chamo Larissa, sou psicóloga clínica, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desde 2017. Minha atuação é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios da vida.
Realizo atendimentos psicológicos a crianças e adultos, nas modalidades presencial e on-line, oferecendo um espaço de escuta, acolhimento e cuidado, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.
Acredito que cada pessoa carrega consigo uma história única, com sentimentos, experiências e desafios que merecem ser acolhidos com carinho e respeito. Por isso, meu objetivo é oferecer um espaço seguro, leve e livre de julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para falar sobre o que sente e vivencia.
Na psicoterapia, caminhamos juntos em um processo de autoconhecimento, compreensão das emoções e desenvolvimento de recursos para lidar com as dificuldades do dia a dia. Cada etapa é conduzida com escuta sensível, empatia e respeito ao tempo e à individualidade de cada pessoa.
Você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser um espaço para se conhecer melhor, fortalecer-se emocionalmente e construir novas possibilidades para sua vida.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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