
A xenofobia deixa marcas que não aparecem apenas nas estatísticas ou nas notícias, mas no íntimo das pessoas que a vivenciam. Ser rejeitado por sua origem, sotaque, cor da pele ou cultura gera feridas invisíveis que muitas vezes acompanham alguém por toda a vida.
Do ponto de vista psicológico, a xenofobia não é apenas um ato de exclusão externa: ela é também uma forma de desumanização. Quem sofre esse tipo de violência pode desenvolver sentimentos de vergonha, insegurança e até questionar o próprio valor e pertencimento. É como se o indivíduo fosse constantemente lembrado de que “não pertence” ao espaço onde está, criando um sofrimento psíquico profundo.
A psicologia nos ajuda a compreender que esse fenômeno nasce do medo do diferente, da dificuldade em lidar com aquilo que não é familiar. Esse medo, quando não elaborado, pode se transformar em hostilidade, discriminação e violência. Já para quem é alvo, as consequências podem ser ansiedade, depressão, retraimento social e, muitas vezes, a perda da confiança no outro.
Superar as marcas da xenofobia exige tanto cuidado individual quanto transformação coletiva. É preciso resgatar a autoestima de quem foi ferido, fortalecer a identidade e, ao mesmo tempo, construir espaços de acolhimento, diálogo e respeito à diversidade.
A psicologia, nesse sentido, pode ser uma aliada importante: ajudando a elaborar as dores, desconstruir preconceitos e abrir caminhos para que possamos ver no outro não uma ameaça, mas uma possibilidade de encontro e aprendizado.





