
Hoje, conversando com uma amiga sobre a estética da psicóloga de sucesso, pensei em fazer esse post um pouco mais pessoal. Eu saí da faculdade com um desejo muito genuíno de ajudar pessoas a "morderem a vida com mais gosto", como diz o Calligaris.
Mas me deparei com um mercado ávido por dinheiro e desempenho, apaixonado pela imagem do psicólogo e não pelo "fazer" do psicólogo. Isso afeta a mim, e a muitos outros colegas de profissão, que não se encaixam nesse perfil de "social media".
Contardo Calligaris nos diz que o analista especial é aquele que já viveu uma “boa dose de sofrimento”. E não aquele que segue o modelo de normalidade social. Mas o que tenho visto nas redes sociais é oposto disto. Os psicólogos influencers vendem uma ideia de perfeição e produtividade. É sempre sobre fazer dinheiro e nunca sobre atender bem.
Eu, pessoalmente, tenho aversão à ideia de que o psicólogo tenha que ser um vendedor de seu produto. Até porque vender uma suposta cura é antiético e impossível. Tenho deixado de seguir perfis que vendem o manual da “clínica de sucesso”. Eles não combinam com o que desejo para mim. Descobri que não quero ser a psicóloga inacessível que tem muitos seguidores e um estilo de vida inalcançável.
Eu não vendo cursos, não tenho roupas caras nem rotina de skincare, não tenho parcerias nem equipamento de gravação, meu celular tem 10 anos. Mas eu me sinto muito mais feliz na simplicidade do que no luxo.
Eu me vejo muito mais como uma psicóloga clássica, que usa 100% da sua dedicação nos casos de seus pacientes, e não em ficar famosa. Como diz o Calligaris, se a terapia fez seu efeito, aos poucos o psicólogo será esquecido pelo paciente.
Sinceridade e autenticidade são valores que norteiam minhas decisões de vida, e me parece injusto que eu não fale disso por aqui também.
Quem sou eu?

Guilherme Santos Novaes
CRP:

03/36852
Atendimento:
Online
Sou psicólogo, e minha prática é guiada pela psicologia histórico-cultural, uma abordagem que entende que não existimos isolados de nossa história, das relações que construímos e do contexto em que vivemos. Isso significa que, no nosso trabalho juntos, olhamos não só para o que você sente, mas para as experiências e vivências que moldaram esse sentir.
Atendo adultos em geral, com queixas como ansiedade, depressão, momentos de transição e busca por autoconhecimento, além de ter atenção especial a públicos como universitários e pessoas LGBTQIA+, cujas trajetórias muitas vezes pedem um olhar mais atento às particularidades do que estão vivendo.
Acredito em um espaço terapêutico acolhedor, sem julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para pensar sobre sua própria história e construir, aos poucos, novos sentidos para ela.
Se você sente que é hora de conversar sobre o que está vivendo, será um prazer caminhar junto com você nesse processo.
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