
Talvez você tenha chegado aqui depois de pesquisar essa pergunta pela décima vez.
Você observa outras pessoas, percebe algumas coisas em si mesmo e começa a pensar: por que para todo mundo parece tão natural e para mim não?
Talvez sejam as conversas. O contato visual. O barulho. A necessidade de ficar sozinho depois de passar algum tempo com outras pessoas. A dificuldade de entender certas regras sociais que parecem óbvias para todo mundo.
E então surge a pergunta: será que sou autista?
Mas talvez exista uma pergunta anterior que mereça ser feita.
O que exatamente você está tentando compreender sobre si mesmo?
Será que tem alguma coisa errada comigo?
Sentir-se diferente, observar os outros para aprender como agir e se portar no mundo, precisar atuar o tempo todo, o famoso "masking", e sempre se sentir exausto com tudo isso Às vezes, antes de perguntarmos qual é o nosso diagnóstico, passamos anos tentando descobrir por que não conseguimos ser como todo mundo.
Você se reconhece nisso?
- Você sente que precisa observar outras pessoas para saber como deveria se comportar?
- Conversas sociais parecem exigir mais energia do que deveriam?
- Você percebe estímulos que outras pessoas parecem ignorar?
- Precisa de momentos de isolamento para se recuperar?
- Tem interesses pelos quais consegue passar horas profundamente envolvido?
- Algumas regras sociais parecem arbitrárias ou difíceis de compreender?
- Você sente que passa boa parte do tempo tentando parecer mais "normal"?
Nada disso, isoladamente, significa que uma pessoa seja autista. Essas experiências podem aparecer por diferentes razões e também fazem parte da experiência de pessoas que não estão no espectro.
Talvez uma das perguntas mais importantes não seja apenas 'sou autista?', mas 'quem eu precisei aprender a ser para conseguir viver entre outras pessoas?
Você aprendeu a sorrir quando não achava graça?
Aprendeu a olhar nos olhos porque disseram que precisava?
Aprendeu a esconder aquilo que te incomodava?
Aprendeu a copiar o comportamento dos outros?
Aprendeu a dizer "está tudo bem" quando não estava?
Reflita, Quem eu precisei ser para conseguir pertencer?
Existe também uma possibilidade que pode assustar: e se você investigar tudo isso e descobrir que não é autista?
Isso significa que você inventou aquilo que sente?
Não.
O sofrimento que fez você procurar uma resposta continua existindo. A sensação de não pertencimento continua sendo real. A dificuldade nas relações continua merecendo ser compreendida.
Um diagnóstico pode ajudar a explicar uma experiência. Mas ele não é a única maneira de dar significado a ela.
Talvez você esteja procurando uma resposta, mas também esteja procurando permissão
Às vezes, procurar um diagnóstico também é procurar uma autorização para finalmente parar de se culpar.
Talvez você queira descobrir que é autista para finalmente poder dizer:
'não era preguiça'.
'Não era frescura.'
'Não era falta de esforço.'
'Eu realmente estava tendo dificuldade.'
Mas será que você precisa de um diagnóstico para começar a tratar suas próprias dificuldades com gentileza?
Você é muito mais do que qualquer diagnóstico que possa receber.
- quem você ama;
- o que valoriza;
- como se relaciona;
- aquilo que cria;
- aquilo que deseja construir;
- como gostaria de existir no mundo.
Talvez descobrir se você é autista faça parte da sua história. Mas não precisa se tornar a história inteira.
Talvez você realmente esteja no espectro. Talvez não.
Talvez essa seja uma pergunta que mereça uma investigação cuidadosa, e não uma resposta encontrada em uma lista na internet.
Mas enquanto procura essa resposta, existe outra pergunta que você pode começar a fazer:
Que partes de mim passei a vida inteira tentando esconder para conseguir parecer normal?
Talvez você descubra que algumas delas não precisam mais ser escondidas.
A terapia não precisa começar com a certeza sobre quem você é. Às vezes, ela começa justamente com a coragem de admitir que você ainda não sabe.
Elize Motta da Silva
Psicóloga | CRP 12/30279
📷 Instagram: @elize.psi
💬 WhatsApp: (48) 99145-7394
🌐 Terappia: https://www.terappia.com.br/psi/andre-motta-da-silva
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Quem sou eu?

Julia da Costa Neves
CRP:

06/214193
Atendimento:
Online
Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.
E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.
Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.
Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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