
Você já percebeu como duas pessoas podem passar pela mesma situação… e sentir coisas completamente diferentes?
Uma pessoa recebe uma resposta curta e pensa:
“Ela deve estar ocupada.”
Outra pensa:
“Fiz algo errado… acho que está chateada comigo.”
A situação é a mesma.
O que muda é a interpretação.
E grande parte das nossas emoções não vem diretamente do que acontece, vem do significado que damos ao que acontece.
Na psicologia cognitivo-comportamental, chamamos isso de tríade cognitiva: a forma como você enxerga a si mesmo, os outros e o mundo.
A lente invisível
Ao longo da vida, cada pessoa constrói uma espécie de lente emocional baseada nas próprias experiências.
Críticas, rejeições, validações, frustrações e aprendizados vão moldando respostas automáticas internas.
Com o tempo, essa lente fica tão natural que passa despercebida, você sente como se estivesse reagindo à realidade, quando na verdade está reagindo à interpretação dela.
As três perguntas silenciosas do cérebro
Sem perceber, seu cérebro responde constantemente três perguntas:
1. Quem sou eu?
Essa resposta forma sua autoestima.
Exemplos:
- “Sou insuficiente”
- “Sou um problema”
- “Sou capaz”
- “Posso aprender”
Ela influencia ansiedade, autocrítica e medo de errar.
2. Como são os outros?
Define sua forma de se relacionar.
Exemplos:
- “As pessoas vão me julgar”
- “Não posso confiar em ninguém”
- “Posso contar com alguém”
- “Nem todo mundo vai me rejeitar”
Ela impacta ciúmes, insegurança e afastamento emocional.
3. Como é o mundo?
Afeta sua esperança e motivação.
Exemplos:
- “Nada dá certo pra mim”
- “Vai dar errado mesmo”
- “Pode ser difícil, mas possível”
- “Posso tentar de novo”
Ela influencia procrastinação, desânimo e sensação de estagnação.
Um exemplo do cotidiano
Você envia uma mensagem e a pessoa demora para responder.
- Se você pensa: “falei algo errado” → sente ansiedade
- Se pensa: “não ligam pra mim” → sente mágoa
- Se pensa: “nada dá certo” → sente desânimo
O fato não mudou. Mudou apenas a leitura da situação.
Por que isso impacta tanto a saúde mental?
As três visões se conectam rapidamente:
“Sou insuficiente” → “as pessoas vão me rejeitar” → “relacionamentos não dão certo”
Esse ciclo gera emoções intensas e comportamentos de proteção, como evitar, se calar, se afastar ou desistir, o que acaba reforçando a própria crença inicial.
Assim, sem perceber, a pessoa começa a viver repetidamente experiências parecidas.
Pequenas mudanças, grandes efeitos
Cuidar da saúde mental não significa pensar positivo o tempo todo.
Significa ampliar a interpretação.
Trocas sutis já fazem diferença:
- “Fiz algo errado” → “posso não ter relação comigo”
- “Ninguém se importa” → “talvez esteja ocupado”
- “Nada dá certo” → “ainda não deu certo”
A emoção muda. O comportamento muda. E, muitas vezes, o resultado também muda.
Um novo olhar é possível
Essas crenças não surgiram por fraqueza, surgiram como formas de adaptação em algum momento da vida.
Mas regras emocionais antigas podem continuar atuando mesmo quando o contexto já mudou.
Na terapia, o objetivo não é mudar quem você é.
É ajudar você a perceber a lente que aprendeu a usar… e poder ajustá-la quando ela começa a gerar sofrimento.
Às vezes, cuidar da saúde mental não exige mudar toda a vida, apenas aprender a olhar por outra perspectiva.
Qual dessas três visões você sente que mais afeta o seu dia a dia?
Vamos conversar e entender sobre isso juntas?
Me chame no WhatsApp e vamos agendar a sua primeira sessão: (35) 98405-2803, fico te aguardando!





