
1... tic... 2... tac... 3... tic... 4... tac...
A verdade é que, embora o tempo passe em segundos iguais para todos, nós não o sentimos assim.
Viver no tempo é como estar numa estrada onde todos caminham juntos, mas cada viajante atravessa a paisagem numa velocidade diferente.
Para alguns, a dor dilacerante se alonga como um inverno sem fim; para outros, uma tarde de riso com amigos se apaga num piscar, como se o sol tivesse pressa em ir embora.
O tempo não serve apenas para que coisas aconteçam — histórias se concluam, decisões sejam tomadas, caminhos se encontrem. Ele também é o campo onde você muda.
Quando a tragédia chega, você pode saber tudo o que aconteceu. Mas entre saber e reconstruir-se existe um intervalo silencioso, um chão a ser percorrido.
É preciso respeitá-lo. O tempo é o repouso onde o solo infértil se recompõe até que novas sementes possam florescer.
Mas não se engane: apenas esperar não transforma ninguém — torna, no máximo, paciente. É preciso movimento dentro desse tempo, um fluxo que se confunde com o próprio viver. Ainda assim, há mudanças em você que só tomam forma com a lentidão de uma raiz buscando a água.
Brigar com o tempo — para prolongar alegrias ou apressar tristezas — é uma batalha que esgota mais do que liberta.
Talvez seja mais sábio aprender o passo certo para caminhar com ele: ver o tempo não como um inimigo ou mestre, mas como um terreno onde o seu novo eu germina.
E entender que toda pressa é uma forma de perder-se.
Porque no fundo, não somos donos do tempo — somos o próprio instante em que ele passava.
Quem sou eu?

Beatriz de Souza
CRP:

06/205069
Atendimento:
Online
Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
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