
Como psicóloga e também como não profissional, é impossível não notar a constante tentativa de performar nas redes sociais: ser perfeito, ter a rotina perfeita, como se estivéssemos nos organizando uma vitrine a ser vista pelos outros. E vendo apenas vitrines também.
Nao convidamos ninguém para entrar, vai que reparam a bagunça aqui dentro.
Mas também observo o quanto isso nos desconecta de quem realmente somos. E do que chamamos de propriocepção (eu sei, nome esquisito), que é a capacidade de auto percepção do corpo. Podemos definir assim, então:
O corpo-vitrine é aquele que precisa performar, ter a estética perfeita e ser admirado. Ele gera ansiedade e uma vigilância constante.
O corpo-habitado é aquele que sente o cansaço, que reconhece o prazer do movimento e que entende a falibilidade como parte da natureza humana.
Você se reconhece em algum? Sua imagem está ancorada em resultados e performance?
A neurociência nos mostra que o estresse de tentar manter uma representação inalcançável eleva os níveis de cortisol, prejudicando justamente a performance que tanto buscamos proteger.
Qual é o passo que você vai dar em direção a si mesmo, hoje?





