
Cuidar demais do outro até se anular: o gesto de quem mede o próprio valor pela utilidade. Você se dá inteira e, de repente, já não se reconhece; não sabe mais onde começa e onde termina. A rotina de ser útil vira mapa de serviços; o afeto demonstrado passa a ser visto como obrigação; gentileza e admiração se perdem no silêncio da indiferença.
Ternura e entrega viram moedas trocadas por alguma segurança. O que essa segurança custa? Muitas vezes custa sua autonomia, sua voz, e pode chegar a custar seus sonhos.
Há outro caminho. Cuidar respeitando seus limites, na medida do seu existir. Um cuidar que não se reduz a uma troca de favores. Um caminho que convida o outro a também participar desse cuidar: tornar‑se disponível sem anular o próprio desejo; oferecer aquilo que você sabe fazer tão bem e, ao mesmo tempo, ser bem recebida — reciprocidade.
Se você sente que vive por e para o outro, lembre: cuide também de si mesma. Cuidar de si recupera seu ritmo, valida sua história e afirma seu existir. A generosidade floresce mais bonita quando ambas as partes cultivam o mesmo jardim. Você pode ser útil e inteira ao mesmo tempo. Cuidar de si é lembrar da sua inteireza. Ser inteira é sentir novamente a sua liberdade.
Não é fácil. É possível.
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Fernando de Oliveira Pinto Filho
Psicólogo Clínico
CRP 05/82209
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A imagem utilizada foi criada pela ferramenta de IA Copilot para este post.
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