
Pensa comigo.
Quantas vezes você já ouviu frases como:
“Faz isso pro seu irmão.”
“Ajuda seu pai.”
“Homem não sabe fazer, deixa que você faz.”
Essas frases parecem inocentes, mas carregam um peso enorme. Desde cedo, muitas meninas são ensinadas que o papel delas é servir, cuidar, organizar enquanto para os meninos é dado o direito de simplesmente existir.
O que a nossa cultura ensina
Na nossa cultura brasileira, isso fica muito claro:
- Um homem sozinho é visto como independente.
- Uma mulher sozinha é vista como incompleta.
Como se ela só pudesse existir a partir de alguém.
E essa lógica se repete na vida adulta. Você já ouviu a “piada” de que quando nasce um bebê, a mãe ganha dois filhos: o bebê e o marido?
Ou aquela frase de que a mulher precisa “criar o filho da sogra”?
No fundo, não é piada. É a confirmação de uma crença enraizada: a de que o homem pode ser cuidado e a mulher deve cuidar.
O peso desse modelo na vida das mulheres
Atendendo mulheres, eu vejo a dor que esse modelo causa.
Elas vivem sobrecarregadas, anuladas, gastando energia não apenas com os filhos, mas também com maridos que foram ensinados a ser cuidados, e não a se responsabilizar.
E sabe o pior? Muitas vezes, elas se culpam por sentir raiva, cansaço ou até vontade de largar tudo.
Mas essa raiva tem um motivo. Ela é um sinal de que esse lugar já não faz sentido.
O convite à reflexão
Precisamos questionar esse modelo que diz que a mulher só existe quando está cuidando de alguém. A sua existência é valiosa por si só, não depende do quanto você serve ou do quanto você se anula para manter os outros de pé.
E eu quero te deixar essa reflexão:
Quantas vezes você já cuidou de um homem, seja irmão, parceiro ou até pai, como se fosse sua obrigação?
📍Se sentir que esse peso tem sido grande demais, a psicoterapia pode ser um espaço para você ressignificar esse lugar e aprender a cuidar de si mesma sem carregar culpas impostas pela sociedade.





