
Evitar dá um alívio imediato.
Quase sempre.
Você não responde aquela mensagem difícil, não toca naquele assunto, distrai a cabeça para não sentir, ocupa o tempo para não pensar. Na hora, funciona. A tensão diminui, o desconforto baixa, parece que você conseguiu “resolver”.
Só que não resolveu. Só adiou.
Evitar pensamentos e emoções não é a melhor saída. É uma saída rápida. E tudo que é rápido demais costuma cobrar depois.
Pensa em algo simples. Você evita uma conversa importante com alguém. No momento, evita o conflito, o desconforto, o risco de ouvir algo que não quer. Mas, nos dias seguintes, aquilo continua ali. A cabeça volta para o assunto, cria cenários, aumenta o peso. Quando a conversa finalmente acontece, ela vem mais carregada do que antes.
O mesmo vale para emoções.
Tem gente que se joga no trabalho para não sentir tristeza. Outras pessoas entram em redes sociais por horas para não encarar o vazio. Tem quem use humor para desviar de tudo que dói. De novo, funciona no curto prazo.
Mas o que não é sentido não desaparece. Fica acumulado.
E o acúmulo aparece de outros jeitos. Ansiedade constante, irritação sem motivo claro, cansaço emocional, dificuldade de se concentrar. Às vezes a pessoa nem percebe que isso está ligado ao tanto de coisa que foi sendo evitada.
Evitar vira um hábito.
E quanto mais você evita, mais seu cérebro aprende que aquilo é perigoso demais para encarar. O mundo interno começa a parecer maior do que realmente é. Pensamentos ficam mais assustadores. Emoções mais intensas. A vida vai ficando cada vez mais limitada.
É aí que o preço aparece.
Menos liberdade. Mais medo. Mais desgaste.
Lidar com isso não significa sair enfrentando tudo de uma vez, como se fosse uma prova de coragem. Não é sobre se forçar a sentir tudo no máximo. É sobre começar a criar espaço para pequenas aproximações.
Ficar alguns minutos com um pensamento difícil sem fugir imediatamente. Nomear o que está sentindo em vez de tentar abafar. Ter conversas que você vem adiando, mesmo que imperfeitas.
A ideia não é eliminar o desconforto. É parar de viver fugindo dele.
Porque, no fim, evitar até protege no começo.
Mas, com o tempo, começa a prender.
Quem sou eu?

Ana Clara Martins Domingos Oliveira
CRP:

04/87067
Atendimento:
Online
Um espaço para você se escutar, se compreender e cuidar de si.
Olá, sou Ana Clara Martins, psicóloga clínica, formada pela ESAMC Uberlândia, com atuação clínica e orientação psicanalítica.
Acredito que a psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento e escuta, onde você não precisa ter todas as respostas e nem saber exatamente por onde começar. É um lugar para falar sobre aquilo que você sente, pensa e vive, com liberdade e sem julgamentos.
Ao longo da vida, podemos nos deparar com situações que despertam ansiedade, inseguranças, conflitos, dificuldades nos relacionamentos, estresse ou sentimentos que nem sempre conseguimos compreender. Em outros momentos, podemos simplesmente sentir o desejo de nos conhecer melhor e compreender por que algumas situações, emoções ou padrões continuam fazendo parte da nossa história.
É nesse espaço que a terapia pode fazer sentido.
Minha prática é orientada pela Psicanálise, a partir dos estudos de Freud, Lacan e Klein, buscando compreender cada pessoa em sua singularidade. Isso significa respeitar sua história, seu tempo, seus valores e a maneira única como você vivencia o mundo.
Acolho diferentes demandas, entre elas questões relacionadas à ansiedade, autoestima, autoconhecimento, inteligência emocional, desenvolvimento pessoal, relacionamentos, manejo do estresse, fortalecimento emocional, sexualidade, religião e espiritualidade, além de outras questões que possam surgir ao longo do processo.
Meu trabalho é pautado pela ética, escuta qualificada, acolhimento e cuidado individualizado. Não existe uma fórmula pronta para cada pessoa. O processo terapêutico é construído a partir daquilo que você traz e daquilo que, juntos, podemos compreender ao longo dos encontros.
Talvez você não precise ter tudo resolvido para começar.
A terapia pode ser um espaço para compreender melhor o que você sente, elaborar conflitos, olhar para sua própria história com mais cuidado e encontrar novas formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo.
Se existe algo em você pedindo para ser escutado, esse pode ser um momento de começar.
Atendimento online para todo o Brasil e presencial em Uberlândia – MG.
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