
Na semana passada, assisti a uma conferência cujo título era "Narcisismo Digital". Para além da ótima exposição, uma observação feita por um psicanalista durante a discussão me chamou particularmente a atenção.
Ele comentava que tem sido cada vez mais comum ouvir, na clínica, principalmente entre os mais jovens, a oposição conforto e desconforto, ou até mesmo um rechaço de tudo que é desconfortável.
Seu comentário me fez pensar em algo que também venho percebendo em minha clínica: a ideia, talvez ilusória, de que existe uma vida possível longe do desconforto. Como se a vida pudesse, e devesse, ser mais confortável do que desconfortável. O ponto aqui, é justamente, questionar o lugar do desconforto, porque ele tem sido rechaçado em nossa cultura?
Vivemos em um tempo que oferece inúmeras formas de eliminar o que incomoda. Remédios, tecnologias, Inteligencias Artificiais que nos dirão o que fazer. É claro que desejamos viver com bem estar e isso inclui diminuir certas formas de sofrimento, mas o que acontece quando tomamos como patologia algo que faz parte da vida?
Nenhuma grande conquista, nenhum movimento importante na vida é feita sem incômodos ou desconfortos. O ponto é que se eliminamos ou patologizamos condições que são inerentes a vida humana, acabamos por anestesiar o nosso próprio desejo, paramos de ir buscar na vida o que sonhamos e nos tornamos inertes e isso sim tem se mostrado extremamente adoecedor. O melhor remédio para angústia não é um benzodiazepínico, é o desejo. Mas para desejar é preciso ter coragem.
Quem sou eu?

Pedro Ivo de Oliveira Cardoso
CRP:

04/64389
Atendimento:
Presencial, Online
Olá! Sou Pedro, psicólogo clínico, e ofereço um espaço de escuta acolhedora, ética e sem julgamentos. Meu trabalho é inspirado pela abordagem existencial-fenomenológica, que busca compreender cada pessoa a partir de sua experiência singular, da forma como vivencia o mundo, suas relações, escolhas, angústias e possibilidades.
A terapia pode ser um momento para desacelerar, olhar com mais atenção para o que você está vivendo e construir novas formas de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com a própria história. Não trabalho com respostas prontas ou fórmulas universais: acredito que o processo terapêutico se constrói a partir do encontro entre terapeuta e paciente, respeitando o tempo, a história e as possibilidades de cada pessoa.
Atendo adultos e adolescentes que estejam passando por momentos de sofrimento emocional, dificuldades nos relacionamentos, conflitos familiares, questões relacionadas ao trabalho, mudanças e transições de vida, entre outras situações que possam estar tornando a experiência de viver mais difícil.
Meu objetivo é oferecer um espaço em que você possa falar sobre aquilo que está vivendo com liberdade e segurança, buscando compreender sua experiência e encontrar, junto comigo, caminhos possíveis para lidar com ela.
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