
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a atenção, o controle dos impulsos e o nível de atividade de uma pessoa. Ele pode se manifestar de diferentes formas: algumas pessoas apresentam mais dificuldade em manter o foco e se organizar (tipo desatento); outras são mais agitadas e falam ou se movem em excesso e que agem por impulso (tipo hiperativo). O TDAH também pode ser misto, apresentando sintomas de desatenção e hiperatividade. Esses comportamentos, quando persistentes e intensos, acabam interferindo na rotina, nos relacionamentos e no bem-estar emocional.
Pesquisas indicam que o TDAH está relacionado a alterações em regiões específicas do cérebro, principalmente no córtex pré-frontal — área responsável por funções como a atenção, a memória, o planejamento e o controle das emoções. Essas alterações dificultam o autocontrole e a capacidade de manter a concentração por longos períodos, o que pode explicar porque pessoas com TDAH têm mais dificuldade em terminar tarefas ou lidar com situações que exigem foco contínuo.
Além disso, há uma forte influência genética envolvida. Estudos apontam que o TDAH pode ser herdado em até 80% dos casos. Mas, além da herança familiar, fatores ambientais também podem influenciar no seu desenvolvimento — como complicações na gestação ou no parto, exposição ao tabaco ou ao álcool durante a gravidez e condições socioeconômicas desfavoráveis. Ou seja, o TDAH surge a partir da interação entre predisposição biológica e fatores do ambiente.
Na vida adulta, os sintomas do TDAH não desaparecem — apenas se manifestam de maneiras diferentes. Muitos adultos relatam dificuldade em organizar a rotina, cumprir prazos, manter o foco em tarefas repetitivas ou controlar a impulsividade. Esses desafios podem gerar impactos significativos no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. Além disso, a frustração constante e o sentimento de não “dar conta” podem levar ao desenvolvimento de ansiedade, depressão e baixa autoestima.
No ambiente profissional, o adulto com TDAH pode ser percebido como desatento, desorganizado ou impaciente, o que afeta o desempenho e as relações com colegas. É comum a procrastinação, a dificuldade de seguir rotinas e o tédio diante de tarefas repetitivas. Ainda que essas dificuldades existam, é importante entender que elas não estão relacionadas à falta de esforço, mas sim a uma dificuldade real de funcionamento cognitivo e emocional, que pode ser trabalhada e melhorada com tratamento adequado.
Nas relações familiares e amorosas, o TDAH também pode trazer desafios. A impulsividade, por exemplo, pode levar a decisões precipitadas ou discussões desnecessárias. A desatenção pode gerar esquecimentos e a sensação, por parte do outro, de desinteresse ou descuido. Em muitos casos, o parceiro ou a família interpretam esses comportamentos como falta de compromisso, quando, na verdade, são expressões do transtorno. A falta de compreensão mútua pode gerar conflitos e afastamentos, por isso o diálogo e a informação são fundamentais.
O tratamento do TDAH costuma envolver o uso de medicamentos e a psicoterapia. A medicação pode ajudar a equilibrar os neurotransmissores responsáveis pela atenção e pelo controle dos impulsos, enquanto a psicoterapia auxilia na criação de estratégias para lidar com as dificuldades do dia a dia. A psicoterapia também favorece o autoconhecimento, ajuda na regulação emocional e contribui para que o indivíduo desenvolva novas formas de organização e comunicação.
Buscar ajuda é um passo essencial. Conhecer o transtorno e entender como ele afeta os pensamentos e comportamentos é fundamental para diminuir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida. Com o acompanhamento adequado, é possível aprender a lidar com os desafios do TDAH, construir relacionamentos mais saudáveis, ter mais estabilidade no trabalho e, sobretudo, viver com mais equilíbrio e autocompreensão.
Geovanna Moreira Bastos | Psicóloga e psicanalista - CRP 01/30116
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Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
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