
Muitas vezes, crescemos acreditando que as emoções funcionam como uma fila: ou você está feliz, ou está triste. Esperamos o dia em que, ao conquistar um grande objetivo, a insegurança finalmente desapareça. Mas a realidade da experiência humana é muito mais misturada.
Como mostrei recentemente no meu Instagram (@barbarareispsii), as emoções não se revezam; elas coexistem. Sempre.
Você já realizou algo incrível e, no segundo seguinte, sentiu um vazio ou aquele pensamento de "será que é só isso?"? Isso não significa que você é ingrata ou que algo está errado. Significa que você é humana. É perfeitamente possível conquistar o emprego dos sonhos e ainda sentir medo, ou realizar um grande projeto e sentir falta de algo.
A vida não é feliz ou triste; ela é as duas coisas o tempo todo. Pode haver dias de profunda alegria que trazem consigo uma pontada de saudade ou uma dorzinha no peito. Assim como existem dias difíceis em que, entre um choro e outro, você ainda consegue dar um sorriso genuíno por algo pequeno.
Essa mistura de sentimentos — o famoso "rindo mas nervoso" ou a "tristeza com gratidão" — costuma nos deixar com a sensação de confusão mental. Mas quero te oferecer uma nova perspectiva: você não está confusa, você está vivendo.
Sentir essa ambivalência é o sinal mais claro de que você está presente e engajada com a complexidade do mundo. A maturidade emocional surge quando paramos de lutar contra essa mistura e aprendemos a abrir espaço para todas essas versões de nós mesmas.
Lembre-se: Abrir espaço para a dor não diminui a sua alegria. Pelo contrário, te dá a profundidade necessária para viver uma vida plena e real.
Se você sente que a montanha-russa emocional está difícil de navegar sozinha, a terapia pode te ajudar a encontrar equilíbrio nesse caos. Vamos conversar?





