
Eu não faço promessas. Para mim a ideia de cura absoluta é uma fantasia e não existe na prática.
Não tento te encaixar em expectativas externas. Às vezes acreditamos que esse é o caminho para evitar sofrimento.
Eu não trabalho para que tu seja “produtivo o suficiente”. A terapia não é para quem deseja apenas ser produtivo apesar do seu sofrimento.
Eu não finjo ser neutra. Se o paciente sofre alguma injustiça, eu faço questão de nomeá-la.
Eu não trato sofrimento como defeito. Desejamos a felicidade, mas sofrer é parte fundamental da vida.
Eu não romantizo o sofrimento. Não finjo que processos difíceis são leves.
Eu não vou estar sempre bem. Mas durante nossas sessões tu sempre vai ter o melhor de mim.
Ou seja, eunãoacredito emrápido e superficial. Mas posso te ajudar a construir uma relação mais honesta com quem tu é.
Esses são alguns dos meus "nãos" no processo da psicoterapia.
Vejo a terapia como um caminho de autoconhecimento e profunda transformação, construído à partir da minha relação com o paciente. E por ser uma construção, e não um caminho pronto, não me sinto no direito de fazer promessas. A única promessa que faço é esta: meus pacientes terão o melhor de mim dentro e fora do atendimento. Sou apaixonada pelo ser humano, pela psicologia e pelas possibilidades que ela nos traz.
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