
Logo na primeira página do livro "não fossem as sílabas de sábado", a autora escreve: "faz mais de nove anos que estou presa dentro daquela meia hora."
Essa foi uma das frases que me perseguiu ao longo da leitura. Penso que ela é especialmente potente porque aponta para algo que, em nossos dias, parece cada vez mais suprimido: o tempo. Mais precisamente, o tempo de um luto.
Nossa cultura cultura parece organizar a experiência do tempo em torno de dois imperativos profundamente adoecedores: a urgência e o imediatismo. A velocidade que marca a vida contemporanêa ultrapassa, muitas vezes, os limites do humano. O tempo para elaborar uma pergunta, construir uma resposta, atravessar uma perda, suportar um término, esperar ou simplesmente tolerar um desconforto parece ter se tornado um luxo. No entanto, a vida exige tempo.
O luto, o trabalho psíquico de elaboração de uma perda, seja ela uma morte, um rompimento ou qualquer outra separação significativa, exige precisamente aquilo que nossa época parece menos tolerar, o tempo. É um processo no qual, pouco a pouco, a energia investida naquele que se foi, naquele amor que terminou ou naquela imagem que se perdeu pode ser retirada e, mais adiante, reinvestida em si mesmo e, depois, em novos objetos, novos vínculos e novas possibilidades de vida.
Elaborar uma perda nunca é uma tarefa simples. É um trabalho silencioso e, muitas vezes, doloroso. Demanda de nós coragem para tocar aquilo que dói, para sustentar a falta sem promessa de um alívio imediato e, aos poucos, voltar a dirigir o olhar para o mundo. Mas esse movimento não acontece por decreto. Ele precisa de tempo. Porque tudo aquilo que realmente nos transforma, e sobretudo, aquilo que nos fere, não se elabora na velocidade que nossos dias exigem.
Quem sou eu?

Julia da Costa Neves
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Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.
E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.
Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.
Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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