
Você acorda, e a sensação está lá: falta de ânimo, falta de sentido, uma leveza negativa — como se as coisas tivessem perdido o peso que um dia tiveram.
Às vezes isso vem depois de uma perda. Às vezes depois de uma rejeição. De uma porta que fechou. De muitas mudanças acontecendo ao mesmo tempo. Às vezes não vem de nenhum lugar específico — só chega.
E a gente tenta entender o porquê. Tenta se motivar. Tenta se convencer de que deveria estar bem.
"O vazio existencial não é o sinal de que algo deu errado em você. É o sinal de que algo em você está sendo reorganizado."
A vida nos apresenta pequenos nãos o tempo todo. Pequenos — mas que acumulam. E chegam momentos em que esse acúmulo pesa. Em que o cansaço não é só físico, mas de expectativa.
O que poucos nos ensinam é que saber sofrer esse não é também uma habilidade. Não evitá-lo. Não apressá-lo. Mas sustentá-lo — com presença. Porque é justamente nessa sustentação que o não começa a ganhar sentido. Ele deixa de ser apenas uma falta e vira parte da sua história.
E tem algo quase paradoxal nisso: é quando tudo fica ruim que uma certa clareza aparece. Quando não há muito pra perder, a gente para de performar e começa, de verdade, a olhar pra si. O vazio cria espaço. E espaço, às vezes, é exatamente o que precisávamos.
"Coincidência ou não, são após esses momentos vazios que passamos por algumas das melhores fases das nossas vidas."
Não porque o sofrimento seja necessário — mas porque ele nos move. Porque quando tudo está bom demais, ficamos estáticos. E quando tudo desmorona um pouco, somos obrigados a nos reconstruir. E reconstrução, quando feita com consciência, costuma nos deixar mais inteiros do que estávamos antes.
Então, se você está num desses momentos agora — com o ânimo baixo, sem saber muito bem pra onde ir — talvez valha a pena considerar: e se isso for um bom sinal? E se esse vazio não for o fim de algo, mas o espaço que precede um começo?
A pergunta que fica não é "quando isso vai passar", mas como você vai se posicionar diante disso enquanto ele está aqui.
Ressignificar não é fingir que não dói.
É aprender a estar com a dor sem deixar que ela defina quem você é.
Quem sou eu?

Lucca Zalcbergas Ramos da Silva
CRP:

03/33624
Atendimento:
Online
Olá! Sou Lucca, psicólogo, e acredito que a terapia pode ser um espaço de acolhimento, reflexão e construção de novas possibilidades.
Minha trajetória na Psicologia passou por diferentes contextos de atuação, incluindo experiência clínica com acolhimento, triagem, escuta psicológica e acompanhamento de pacientes, além do trabalho com desenvolvimento humano, comunicação, relações interpessoais e comportamento. Essas experiências contribuíram para uma visão ampla sobre as diferentes formas como lidamos com nossas emoções, relações, escolhas, cobranças e desafios ao longo da vida.
No processo terapêutico, busco oferecer um espaço seguro, respeitoso e livre de julgamentos, no qual você possa falar sobre aquilo que tem vivido no seu próprio ritmo. Meu objetivo é ajudá-lo a compreender melhor seus sentimentos, pensamentos e padrões de comportamento, identificando caminhos que façam sentido para a sua realidade.
A terapia pode ser um importante recurso para quem está enfrentando momentos de ansiedade, insegurança, conflitos nos relacionamentos, dificuldades profissionais, mudanças de vida, sobrecarga emocional, questões de autoestima ou simplesmente deseja se conhecer melhor.
Não acredito em respostas prontas ou fórmulas universais. Cada pessoa possui uma história, experiências e necessidades diferentes. Por isso, construímos juntos um processo terapêutico individualizado, buscando desenvolver maior consciência sobre si mesmo, fortalecer recursos emocionais e encontrar novas formas de lidar com os desafios do cotidiano.
Se você sente que chegou o momento de olhar com mais atenção para aquilo que está vivendo, será um prazer acompanhar você nesse processo.
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