
Sentir a dor da rejeição é uma das experiências mais solitárias que existem, porque ela toca em uma ferida muito antiga: o medo de não pertencermos. É aquela sensação física, um aperto no peito que parece dizer que não somos bons o suficiente. É fundamental entender que a rejeição é uma informação sobre o outro e sobre o contexto, não diz respeito sobre o seu valor. Quando alguém não nos escolhe, isso dói profundamente, mas não diminui quem somos, apenas indica que ali, naquele espaço, não houve o encontro que esperávamos.
Lidar com o fato de não ser escolhida exige uma dose imensa de autocompaixão. Muitas vezes, projetamos nossa felicidade na validação externa, seja em um relacionamento amoroso que não prosperou ou naquela dinâmica familiar onde o afeto parece sempre condicional ou escasso. Na família, a dor é ainda mais complexa, pois crescemos acreditando que o amor deveria ser um porto seguro garantido. Aceitar que pessoas próximas podem não ter a capacidade emocional de nos enxergar ou nos acolher como precisamos é um processo de luto necessário para que possamos parar de mendigar atenção onde não há oferta.
A psicoterapia entra nesse cenário não para apagar a dor, mas para nos devolver o poder de agência. É no processo terapêutico que aprendemos a migrar de um lugar onde sempre existe a "espera de ser escolhida" para o lugar onde "aprende a escolher". Começamos a questionar se as pessoas que nos rejeitam são, de fato, as pessoas que queremos por perto. Aprendemos a avaliar critérios, a estabelecer limites e a entender que o nosso tempo e o nosso afeto são valiosos demais para serem depositados em solos inférteis.
Escolher a si mesma é o passo mais revolucionário após uma rejeição. Quando você entende que a terapia te equipa para discernir quem merece um lugar na sua sua mesa, a rejeição do outro deixa de ser um abismo e passa a ser um redirecionamento. Você para de tentar forçar portas fechadas e começa a investir energia em construir ambientes sejam amizades, parcerias ou novas formas de convivência familiar. Lugares onde a reciprocidade é a base, e não o prêmio.
Quem sou eu?

Ana Patricia Ferreira de Melo
CRP:

11/26134
Atendimento:
Online
Sou Ana Patrícia, psicóloga, e acredito que cada pessoa precisa ser acolhida de forma única, respeitando sua história, suas necessidades e seu momento de vida. Minha atuação é pautada na escuta qualificada, no acolhimento e na ética profissional, buscando construir com cada cliente um espaço seguro, onde ele possa se sentir ouvido e compreendido.
Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalho auxiliando o cliente a compreender a relação entre seus pensamentos, emoções e comportamentos, desenvolvendo estratégias que possam contribuir para uma rotina mais saudável e para o enfrentamento de suas dificuldades. Também possuo experiência com intervenção ABA, o que ampliou minha capacidade de observar comportamentos, estabelecer objetivos e acompanhar a evolução de cada pessoa de maneira individualizada.
Meu objetivo é oferecer um atendimento humanizado, responsável e personalizado, contribuindo para que cada cliente se sinta respeitado, acolhido e capaz de desenvolver novos recursos para lidar com seus desafios
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