
Quando alguém importante se vai, não é só a ausência da pessoa que dói é também tudo o que vem depois: as expectativas, internas e externas, de “seguir em frente”.
E aí nasce a cobrança: “Eu já deveria estar melhor…”
“Preciso reagir…”
“Não posso ficar assim…”
Mas o luto não funciona no tempo da pressa.
Ele não responde à cobrança ele pede acolhimento.
Se cobrar por seguir em frente, muitas vezes, é uma tentativa de fugir da dor. Só que a dor do luto não desaparece quando é ignorada… ela só se reorganiza quando é sentida, aos poucos, com cuidado.
Seguir em frente não significa esquecer.
Não significa deixar de amar.
E nem precisa acontecer rápido.
Às vezes, seguir em frente é simplesmente conseguir passar pelo dia.
É respirar mesmo com o peito apertado.
É continuar, mesmo sem entender como.
E tudo bem se, em alguns dias, você sentir que voltou atrás.
O luto não é linear
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