
Existe um fenômeno que muitas mães vivem e poucas conseguem nomear: a chegada de um filho, em vez de só trazer alegria, acorda algo antigo. Uma dor que parecia resolvida. Uma memória que não era memória mas virou sensação. Um padrão de comportamento que aparece do nada e assusta.
Quando nos tornamos mães, algo muito profundo se reorganiza na psique. A gente passa a ocupar um lugar, o lugar da mãe que antes era ocupado por outra pessoa. E nessa transição, inevitavelmente, a relação que tivemos com a nossa própria mãe vem à tona. Às vezes de forma sutil, às vezes de forma muito intensa.
A mãe que teve uma infância difícil pode se pegar com medo de repetir o que viveu. A mãe que foi criada com rigidez pode oscilar entre o extremo oposto e o mesmo padrão, sem entender por quê. A mãe que não teve presença materna suficiente pode sentir uma tristeza que não sabe explicar quando olha para o próprio filho.
Isso acontece porque a maternidade é um espelho. Ela reflete não só quem somos agora, mas quem fomos e o que precisamos, lá atrás, que talvez não tenhamos recebido.
Reconhecer isso não é culpar a própria mãe. É entender que feridas não tratadas tendem a aparecer nos momentos de maior vulnerabilidade, e a maternidade é, sem dúvida, um desses momentos.
A boa notícia é que a tomada de consciência já interrompe parte do ciclo. E o trabalho terapêutico feito durante a maternidade tem um impacto que vai além da mãe, ele chega até o filho também.
Cuidar de si é, também, cuidar de quem você ama.
Se esse post te tocou me envie uma mensagem e vamos começar a cuidar de você!
Thainá Pinheiro
Psicóloga de Mulheres e Mães
Quem sou eu?

Guilherme Santos Novaes
CRP:

03/36852
Atendimento:
Online
Sou psicólogo, e minha prática é guiada pela psicologia histórico-cultural, uma abordagem que entende que não existimos isolados de nossa história, das relações que construímos e do contexto em que vivemos. Isso significa que, no nosso trabalho juntos, olhamos não só para o que você sente, mas para as experiências e vivências que moldaram esse sentir.
Atendo adultos em geral, com queixas como ansiedade, depressão, momentos de transição e busca por autoconhecimento, além de ter atenção especial a públicos como universitários e pessoas LGBTQIA+, cujas trajetórias muitas vezes pedem um olhar mais atento às particularidades do que estão vivendo.
Acredito em um espaço terapêutico acolhedor, sem julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para pensar sobre sua própria história e construir, aos poucos, novos sentidos para ela.
Se você sente que é hora de conversar sobre o que está vivendo, será um prazer caminhar junto com você nesse processo.
Valor da Sessão / Tempo de duração



