
Essa é uma frase que escuto com frequência.
Ela pode vir de alguém com TDAH.
Pode vir de alguém com Transtorno Bipolar.
Pode vir de alguém vivendo ansiedade intensa.
Pode, inclusive, descrever mais de uma dessas experiências ao mesmo tempo.
E é justamente aí que mora um dos maiores desafios da saúde mental: nem toda mente acelerada funciona da mesma maneira.
Vivemos um momento em que os diagnósticos circulam nas redes sociais em vídeos de um minuto, checklists e relatos pessoais. Isso tem um lado importante: muitas pessoas finalmente encontram palavras para descrever aquilo que viveram por anos.
Mas também existe um risco.
Quando reduzimos transtornos complexos a uma lista de sintomas, perdemos aquilo que, na clínica, faz toda a diferença: a história da pessoa.
Nem sempre o sintoma é o diagnóstico.
Distração.
Impulsividade.
Dificuldade para dormir.
Pensamentos acelerados.
Mudanças de humor.
Esses sintomas podem aparecer em diferentes transtornos. O que muda é como eles surgem, há quanto tempo existem, em que contexto aparecem e como se organizam ao longo da vida.
No TDAH, a desatenção e a impulsividade costumam acompanhar a pessoa desde a infância. São características persistentes, que atravessam diferentes momentos da vida.
Já no Transtorno Bipolar, as alterações costumam acontecer em episódios. Existem períodos de maior aceleração, energia ou irritabilidade, intercalados por momentos em que o humor retorna ao habitual ou por episódios depressivos.
Às vezes, as duas condições coexistem.
E isso torna o cuidado ainda mais delicado.
Diagnosticar não é encaixar alguém em uma categoria.
É compreender uma trajetória.
Por isso, uma boa avaliação clínica não se limita à pergunta:
"Você se identifica com esse sintoma?"
Ela investiga perguntas mais profundas.
Quando isso começou?
Como esses sintomas aparecem ao longo dos anos?
Eles são constantes ou acontecem em fases?
Como impactam seus relacionamentos, seu trabalho e sua identidade?
Nenhum teste, sozinho, responde essas perguntas.
E nenhum vídeo de internet substitui esse processo.
O nome do diagnóstico importa.
Mas ele não é o destino.
Um diagnóstico bem construído pode aliviar a culpa, orientar um tratamento mais adequado e ajudar a pessoa a compreender aspectos da própria história que antes pareciam apenas "defeitos".
Ao mesmo tempo, ele nunca resume quem alguém é.
Você é maior do que qualquer laudo.
A clínica não trata um CID.
Ela encontra uma pessoa.
Uma história.
Uma forma singular de existir no mundo.
E talvez essa seja a parte mais importante do cuidado.
Para refletir
Antes de perguntar "Qual é o meu diagnóstico?", talvez exista uma pergunta ainda mais importante:
"O que a minha história está tentando me contar?"
Porque compreender o sofrimento vai muito além de dar um nome a ele.
É construir sentido para aquilo que, durante muito tempo, parecia apenas caos.
Se esse post fez sentido para você, venha me conhecer.
Abraço,
Milena Schmitt Moura | CRP 07/41927
WhatsApp: (51) 98453-2941
Quem sou eu?

Beatriz de Souza
CRP:

06/205069
Atendimento:
Online
Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
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