
Quando o outro não corresponde às nossas expectativas
Sobre a frustração de esperar algo de alguém e o desafio de reconhecer o outro para além daquilo que imaginamos.
Oct 5, 2026
Lucas Filipe Costa
Ouça esse artigo usando o player acima.
-
Texto em 4 linhas
-
Texto em 4 linhas
-
Texto em 4 linhas
-
Texto em 4 linhas

A gente cria expectativas nas relações. Imagina gestos, respostas, cuidados, formas de presença. E, quando o outro não corresponde ao que esperávamos, pode surgir frustração, tristeza, raiva ou até uma sensação de não ter sido compreendido.
Mas talvez exista algo importante para olhar nesse encontro com a realidade: o que exatamente estava sendo esperado?
Não para se culpar por ter criado expectativas, nem para concluir rapidamente que “não devemos esperar nada de ninguém”. Afinal, esperar também faz parte da maneira como nos relacionamos.
A questão pode estar em perceber o que acontece quando a pessoa diante de nós se mostra diferente daquela que imaginávamos.
Às vezes, sofremos não apenas pela ausência de algo que desejávamos, mas pelo desencontro entre aquilo que esperávamos viver e aquilo que, de fato, está acontecendo.
E esse reconhecimento pode abrir espaço para uma pergunta mais profunda: o que essa relação significa para mim, agora que consigo enxergá-la como ela é?
Essa forma de olhar para as relações dialoga muito com o pensamento do filósofo Jean-Paul Sartre, um dos grandes nomes do existencialismo. Para Sartre, o outro é uma consciência radicalmente livre e que sempre escapa ao nosso controle. Quando criamos expectativas rígidas, estamos, no fundo, tentando transformar o outro em um "objeto" previsível que sirva às nossas necessidades, negando a sua liberdade. A angústia nas relações nasce justamente desse choque entre a liberdade do outro e a nossa vontade de que ele seja exatamente como imaginamos.
Acolher a frustração das expectativas não é sobre aceitar menos do que você merece, mas sobre aprender a se relacionar com pessoas reais, e não com os personagens que a sua mente inventou.
Como tem sido para você lidar com a distância entre o que você espera e o que o outro pode te oferecer?
Quem sou eu?

Maria Eduarda Chaves Siqueira
CRP:

06/214960
Atendimento:
Online
Sou psicóloga clínica, com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Atendo pessoas que enfrentam dificuldades emocionais como ansiedade, estresse, insegurança, baixa autoestima e desafios nos relacionamentos. Sou pós-graduada em Transtornos do Desenvolvimento e Análise do Comportamento. Meu trabalho é voltado à promoção da saúde emocional, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
Valor da Sessão / Tempo de duração


