
Quando o perfeccionismo deixa de ser desempenho e vira sofrimento
Existe uma diferença importante entre querer fazer algo bem e viver emocionalmente condicionada à necessidade de acertar o tempo todo.
May 28, 2026
Fernanda Oliveira Souza
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O perfeccionismo costuma ser confundido com dedicação, responsabilidade ou alto desempenho.
Mas, na prática clínica, muitas vezes ele funciona mais como fonte de sofrimento do que como busca saudável por excelência.
Nada parece suficientemente bom.
Os erros ganham proporções excessivas.
Existe medo constante de falhar, decepcionar ou não corresponder às expectativas.
E mesmo quando a pessoa consegue alcançar resultados, a sensação de satisfação dura pouco. A mente rapidamente volta para a cobrança, como se sempre existisse algo faltando.
Na TCC, esse funcionamento frequentemente está ligado a crenças de inadequação e à ideia de que o próprio valor depende de desempenho, produtividade ou reconhecimento.
O problema é que viver sob exigência constante não gera apenas resultados. Gera ansiedade, exaustão emocional, dificuldade de descansar e uma relação cada vez mais rígida consigo mesma.
Existe uma diferença importante entre querer fazer algo bem e viver emocionalmente condicionada à necessidade de acertar o tempo todo.
Quando o perfeccionismo começa a custar sua saúde mental, ele deixa de ser desempenho e passa a ser sofrimento.



