
Quando ingressei no curso de Psicologia, recém saído do ensino médio, eu não fazia a menor ideia do que significava ser um profissional da saúde num país tão diverso e contraditório. Ao longo da minha formação, tive a oportunidade de estudar as teorias e as técnicas, as leis e portarias, as políticas públicas, os estatutos… pude me apropriar de uma miríade de conhecimentos que ultrapassaram largamente qualquer expectativa que eu pudesse ter. Hoje, creio firmemente que ser um profissional da saúde significa, acima de tudo, cumprir o compromisso social de cuidar do cidadão e promover a cidadania. No meu caso, isso se traduziu em voltar minha atenção para as populações que sofrem cotidianamente com a vulnerabilidade, seja social, afetiva, material, alimentar, educacional; enfim, multidimensional.
No seio do povo floresce uma infinidade de diferentes histórias, diferentes realidades... Cada qual com seus desafios particulares. Alguns desses desafios, no entanto, estão longe de serem individuais. Muito pelo contrário, eles são de ordem estrutural. Justamente por isso seria um erro assumir que todes dispõem de igual suporte afetivo e material para lidar com suas demandas internas e exigências externas. A materialidade dessas condições me levou a um questionamento basilar: Para quem eu faço psicologia? Ou melhor, para qual realidade eu decidi olhar?
Tais reflexões me levaram à uma aproximação da Teoria Histórico-Cultural. Compreendi que o desenvolvimento humano não é algo que se dá de maneira isolada, inata ou imutável. Pelo contrário, somos constituídos na relação com os outros, mediados por instrumentos culturais e históricos. Isso significa que as condições materiais objetivas impactam diretamente nas possibilidades de desenvolvimento. Por isso, não é possível falar em saúde apenas em termos biomédicos, uma vez que a condição orgânica não determina, por si só, o destino do sujeito. O que faz diferença, na concretude, é a forma como a coletividade responde. Acredito que a abordagem Histórico-Cultural nos convoca a uma outra prática: uma psicologia engajada com a transformação!
Quem sou eu?

Julia da Costa Neves
CRP:

06/214193
Atendimento:
Online
Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.
E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.
Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.
Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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