
A vergonha é um sentimento silencioso, mas profundamente impactante. Ela surge quando acreditamos que há algo em nós que é “errado”, inadequado ou indigno de ser visto. Diferente da culpa, que se refere a algo que fizemos, a vergonha toca diretamente quem acreditamos ser. Muitas vezes, a vergonha nasce cedo: em olhares de reprovação, críticas constantes, comparações, situações de exposição ou rejeição. Com o tempo, essas experiências podem ser internalizadas, fazendo com que a pessoa passe a se esconder, não só dos outros, mas de si mesma.
Quem vive sobre a influência da vergonha costuma:
- Evitar se expor ou se posicionar
- Sentir medo intenso de julgamento
- Acreditar que “não é suficiente”
- Ter dificuldade em pedir ajuda ou se vincular emocionalmente
A vergonha isola. Ela cria a fantasia de que somos os únicos a nos sentir assim, quando, na verdade, é uma experiência humana muito comum. Na psicoterapia, a vergonha pode ser acolhida e compreendida com cuidado. Ao encontrar um espaço seguro, onde não há julgamento, a pessoa começa a dar nome ao que sente, ressignificar experiências antigas e construir uma relação mais gentil consigo mesma. Não se trata de “eliminar” a vergonha, mas de diminuir o seu poder e ampliar a possibilidade de existir com mais autenticidade.
Falar sobre vergonha já é, por si só, um ato de coragem. 🌱
Quem sou eu?

Tatiana de Oliveira Kremer
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06/229090
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Unindo empatia, escuta ativa, sensibilidade e embasamento científico, atuo no desenvolvimento de estratégias práticas voltadas à compreensão dos pensamentos, ao manejo emocional e à mudança comportamental através da abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental. Um trabalho focado no acolhimento e na avaliação e intervenção clínica colaborativa, promovendo alívio emocional, autoconhecimento, e o fortalecimento da saúde mental e bem-estar.
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