
Você já olhou para uma reação sua e pensou: "De novo?" Não com surpresa. Com aquele cansaço de quem já viveu aquela história e sabe o que vem em seguida.
Talvez seja a forma como você some quando o conflito aparece. Como você cede antes mesmo de alguém pedir. Ou como, tomada pela raiva de um momento, você gritou com alguém que amava.
E depois vem aquele nó na garganta. Não exatamente arrependimento. Mas a sensação de quem foi pega no flagra, repetindo exatamente aquilo que tanto tenta evitar. E então, a dúvida que se instaura é:
Por que eu continuo fazendo isso se sei que não quero?
Tem coisas que a gente carrega há tanto tempo que param de parecer uma escolha. Aos poucos, viram parte do que somos. É como se cada experiência fosse deixando um rastro: o jeito de amar, o que fazemos quando nos sentimos ameaçadas, do que fugimos, como contamos nossa própria história. E sem perceber, esses rastros vão formando um contorno. Uma imagem de quem você é.
Aquele jeito de reagir que você reconhece no "de novo" não apareceu do nada. Um dia ele serviu.
Talvez ironizar fosse a única forma de dizer o que você sentia sem se expor demais. Quem sabe, se antecipar e ir embora primeiro parecia menos doloroso do que ser deixada. Ou manter tudo sob controle era a única forma de não se sentir completamente perdida.
Ele te protegeu, te coube, te sustentou num momento em que você precisava de algo para se segurar. E com o tempo, foi se tornando parte da imagem que você construiu de si mesma. Do jeito que você aprendeu a se reconhecer.
Mas quem você era, ainda corresponde a quem você é?
Existe uma estranha familiaridade em permanecer naquilo que você já conhece, como se soltar também significasse perder uma parte de si. Questionar esse jeito de ser não é só avaliar um comportamento. É colocar em xeque uma imagem que, por mais que aperte, você conhece.
É como tentar continuar usando uma roupa que ficou pequena. Não porque você não percebe que aperta. Mas porque é a única com a qual você se sente confortável.
Perceber quem você é também passa por permanecer no desconforto de, por um momento, não saber quem você é.
E a verdade é que não somos nada definido. Mas, uma constante transformação em estado de devir.
E assim como você se transforma, as roupas que apertam e os "de novo" que cansam também podem ser olhados de outro jeito.
E se o "de novo" que te cansa for também o primeiro sinal de que algo em você pede mudança?
Ana Carolina Faria | Psicóloga CRP 04/84913 | @re_existirpsi
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Beatriz de Souza
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Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
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