
Você não perdeu a libido. Talvez esteja emocionalmente exausta
Quando a rotina, o trabalho, a carga mental e os relacionamentos ocupam todo o espaço, o desejo sexual pode ser uma das primeiras coisas a mudar.
Jul 20, 2026
Ana Clara Valoz Sampaio
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ocê já se perguntou por que a sua vida sexual não é mais como antes?
Talvez você ame seu parceiro. Talvez exista carinho, respeito e vontade de que o relacionamento dê certo. Mas, quando chega a noite, tudo o que você quer é tomar um banho e dormir.
Então começa a culpa.
"Será que eu não o amo mais?"
"Será que meu relacionamento esfriou?"
"Será que eu tenho algum problema?"
Se você já pensou isso, quero que saiba de uma coisa: você não está sozinha.
Essa é uma das queixas que mais escuto no consultório.
E, muitas vezes, o problema não é falta de amor. Nem falta de atração.
É a forma como você tem vivido.
Você não é apenas uma mulher. Você é uma gestora de tudo.
Você acorda pensando no que precisa resolver.
Tem o trabalho.
As mensagens que não param de chegar.
As contas.
A casa.
Os filhos, quando eles existem.
O supermercado.
As consultas médicas.
As preocupações.
As responsabilidades que ninguém vê.
E, no meio de tudo isso... onde ficou o espaço para você?
Existe uma diferença enorme entre estar fisicamente disponível e estar emocionalmente disponível.
É difícil sentir desejo quando a sua mente continua resolvendo problemas.
O desejo feminino não funciona como um interruptor.
Muitas mulheres acreditam que deveriam sentir vontade de fazer sexo espontaneamente, como se bastasse apertar um botão.
Mas a sexualidade feminina costuma funcionar de maneira diferente.
Para muitas mulheres, o desejo surge quando existe segurança, conexão, descanso, bem-estar e espaço mental. Isso é conhecido como desejo responsivo, um modelo amplamente estudado na sexualidade feminina. Ou seja, nem sempre a vontade aparece antes; muitas vezes ela se desenvolve durante uma experiência de intimidade que acontece em um contexto emocional favorável.
Por isso, viver sob estresse constante, sobrecarga e exaustão pode influenciar diretamente a forma como você vivencia sua sexualidade.
Não é apenas sobre sexo.
Às vezes, o casal passa o dia inteiro funcionando como uma equipe.
Quem busca as crianças?
Quem paga as contas?
Quem resolve os problemas?
Quem organiza a casa?
Quando chega a noite, vocês continuam sendo excelentes parceiros na administração da rotina.
Mas deixaram de ser um casal.
A intimidade não desaparece de um dia para o outro.
Ela vai perdendo espaço entre listas de tarefas, preocupações e o cansaço acumulado.
Nem sempre a culpa é da libido.
Claro que existem situações em que alterações hormonais, medicamentos ou condições médicas precisam ser investigadas.
Mas, em muitos casos, a pergunta não deveria ser:
"Por que perdi a libido?"
E sim:
"Como tenho vivido nos últimos meses?"
Porque uma mulher que vive cansada o tempo todo, que se sente sobrecarregada e que não encontra momentos para descansar dificilmente conseguirá se conectar com o próprio desejo.
Seu corpo não está dizendo que há algo de errado com você.
Ele pode estar apenas mostrando que precisa de cuidado.
Você merece olhar para isso sem culpa.
Se você percebe que essa mudança tem causado sofrimento, conflitos no relacionamento ou fez você deixar de reconhecer quem era antes, talvez seja hora de olhar para essa questão com mais acolhimento e menos cobrança.
A vida sexual não existe separada da saúde mental.
Ela também é influenciada pela forma como você vive, pelas suas emoções, pelo relacionamento que constrói e pelo espaço que consegue reservar para si mesma.
No meu consultório, acompanho muitas mulheres que chegam dizendo: "Eu acho que perdi a libido."
E, ao longo do processo terapêutico, descobrimos que elas não haviam perdido a capacidade de desejar. Estavam apenas vivendo há tanto tempo em modo de sobrevivência que já não conseguiam se conectar consigo mesmas.
Se essa leitura fez sentido para você, saiba que não precisa enfrentar isso sozinha. A terapia pode ser um espaço para compreender o que está acontecendo, cuidar da sua saúde emocional e reconstruir uma relação mais leve com você mesma, com seus relacionamentos e com a sua sexualidade.
Quem sou eu?

Gabrielly Machado
CRP:

12/31537
Atendimento:
Online
Oii, como você está?
Meu nome é Gabrielly, tenho 26 anos e sou formada em Psicologia pela UFSC. Escolhi essa profissão porque, quando eu tinha 18 anos, passei por um período difícil, e uma psicóloga me acolheu. Desde então, sonho em ajudar outras pessoas da mesma forma.
Trabalho com a Terapia Analítico-Funcional (FAP), tenho experiência com adolescentes (incluindo em escola), com adultos, população LGBTQIA+, pessoas neurodivergentes, etc. Geralmente trabalho com questões relacionais (familiares, conjugais, etc) e ansiedade/depressão.
Eu sei que falar sobre o que machuca não é fácil, mas também sei o quão importante isso é. Por isso, quero que a terapia seja um espaço seguro e acolhedor, onde você possa ser você mesmo, e eu também serei eu mesma. Apenas em nossas autenticidades, podemos construir uma relação verdadeiramente significativa e transformadora. Juntos, podemos analisar os padrões em sua vida e transformá-los.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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