
Talvez a questão não seja parar de se comparar. A comparação, em si, pode ser uma ferramenta importante para a compreensão da realidade. É por meio dela que muitas vezes conseguimos perceber onde estamos, onde queremos chegar e quais caminhos podem nos levar até lá. Quando olhamos para alguém que já está em um lugar que desejamos alcançar, também estamos, de alguma forma, nos situando.
Afinal, para chegar a algum lugar, precisamos partir de algum lugar. E a comparação pode ajudar justamente nisso. “Eu estou aqui e aquela pessoa está ali. O que existe entre esses dois lugares? O que eu preciso aprender, desenvolver ou fazer para chegar mais perto de onde quero estar?” Nesse sentido, comparar-se não precisa ser necessariamente um movimento de desvalorização, mas pode ser uma forma de orientação.
O problema talvez esteja menos em se comparar e mais na maneira como fazemos isso. Quando a comparação se transforma em uma prova constante de que somos insuficientes, ela deixa de ser uma ferramenta de compreensão e passa a ser uma fonte de sofrimento. A pessoa olha para o outro e enxerga apenas aquilo que acredita não ter, esquecendo que está olhando para a própria trajetória a partir de um recorte muito pequeno da trajetória do outro.
Por isso, talvez não seja necessário aprender a nunca mais se comparar, mas aprender a se tratar bem enquanto se compara. Conseguir olhar para aquilo que o outro conquistou sem transformar isso imediatamente em uma crítica contra si mesmo. É possível reconhecer: “eu ainda não estou lá” sem concluir “eu não sou capaz de chegar”. Existe uma diferença importante entre perceber uma distância e transformar essa distância em um julgamento sobre o próprio valor.
Todos nós, de alguma maneira, temos vontade de realizar coisas, construir caminhos e chegar a determinados lugares na vida. E é natural que encontremos pessoas que nos inspirem justamente porque elas já estão onde gostaríamos de estar. Que a comparação possa servir para nos orientar, e não para nos diminuir. E que, nesse caminho, a gente aprenda também a fazer algo que parece simples, mas nem sempre é: tratar a nós mesmos com a mesma gentileza que oferecemos a quem está tentando chegar.
Quem sou eu?

Pedro Ivo de Oliveira Cardoso
CRP:

04/64389
Atendimento:
Presencial, Online
Olá! Sou Pedro, psicólogo clínico, e ofereço um espaço de escuta acolhedora, ética e sem julgamentos. Meu trabalho é inspirado pela abordagem existencial-fenomenológica, que busca compreender cada pessoa a partir de sua experiência singular, da forma como vivencia o mundo, suas relações, escolhas, angústias e possibilidades.
A terapia pode ser um momento para desacelerar, olhar com mais atenção para o que você está vivendo e construir novas formas de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com a própria história. Não trabalho com respostas prontas ou fórmulas universais: acredito que o processo terapêutico se constrói a partir do encontro entre terapeuta e paciente, respeitando o tempo, a história e as possibilidades de cada pessoa.
Atendo adultos e adolescentes que estejam passando por momentos de sofrimento emocional, dificuldades nos relacionamentos, conflitos familiares, questões relacionadas ao trabalho, mudanças e transições de vida, entre outras situações que possam estar tornando a experiência de viver mais difícil.
Meu objetivo é oferecer um espaço em que você possa falar sobre aquilo que está vivendo com liberdade e segurança, buscando compreender sua experiência e encontrar, junto comigo, caminhos possíveis para lidar com ela.
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