
autoestima é o solo onde nossas raízes emocionais se firmam. É a forma como nos enxergamos, reconhecemos nosso valor e nos relacionamos com nossa própria história. Ela não nasce pronta; se constrói aos poucos, pelas experiências vividas, pelos vínculos que cultivamos e pelos olhares — de afeto ou de crítica — que recebemos ao longo da vida.
Ter autoestima saudável não significa viver sem inseguranças ou dúvidas. Significa aprender a se acolher nas imperfeições, reconhecer fragilidades e, ainda assim, caminhar com confiança e dignidade. É encontrar força na delicadeza e coragem no simples ato de permanecer sendo quem se é.
Quando a autoestima está fragilizada, tornamo-nos reféns da comparação e da aprovação externa. Esquecemos que o verdadeiro reflexo não habita em espelhos ou olhares alheios, mas dentro de nós.
Cultivar a autoestima é um gesto de cuidado diário. É escolher palavras gentis consigo mesmo, respeitar limites, celebrar pequenas conquistas e permitir-se aprender com os erros sem se reduzir a eles. É abrir espaço para relações que nutrem, silêncios que fortalecem e recomeços que transformam.
No fim, autoestima não é apenas gostar de si. É honrar a própria história, reconhecer sua dignidade e caminhar com liberdade e amor-próprio. É a arte de se reconhecer, de se respeitar e de se permitir ser inteiro, imperfeito e profundamente humano.





