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A psicoterapia para homens

Por que é tão difícil começar e o que faz eles permanecerem?

20 mar 2026

Jairo Baptista do Nascimento Junior

00:00 / 01:04
Saúde mental

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Falar de psicoterapia para homens ainda é, de certa forma, tocar em um ponto sensível. Não porque não precisem, muito pelo contrário. Mas porque, culturalmente, muitos homens foram ensinados a engolir o que sentem e seguir funcionando. E isso tem um custo, mesmo que nem sempre fique claro de imediato.

Ao longo da minha prática clínica, algo fica muito evidente. O homem geralmente não chega na terapia porque quer se conhecer melhor ou porque está curioso sobre si. Ele chega quando já tentou de tudo, quando o relacionamento está em crise, quando a ansiedade começa a afetar o trabalho, quando o corpo começa a responder com insônia, irritação ou até dificuldades sexuais. Ou seja, ele chega quando já não dá mais pra segurar sozinho, e isso diz muito sobre o quanto ele tentou antes.

Muitos homens ainda carregam crenças como a ideia de que terapia é coisa pra quem não dá conta, ou que precisa resolver tudo sozinho, ou até que falar não vai mudar nada. Essas ideias não surgem do nada, elas são aprendidas ao longo da vida, reforçadas por um modelo de masculinidade que valoriza controle, desempenho e resistência emocional, como apontam estudos sobre normas de masculinidade (Mahalik et al., 2003). O problema é que quando a dor aparece, esse mesmo modelo que ensinou a aguentar firme acaba dificultando o pedido de ajuda. E quando ele finalmente procura terapia, muitas vezes vem com um pé atrás, meio desconfiado, testando o ambiente, observando se aquele espaço é realmente seguro.

Na prática clínica, é muito comum que os homens procurem ajuda por questões que parecem mais objetivas. Problemas no relacionamento, principalmente quando envolve afastamento ou sexualidade, ansiedade elevada, dificuldade de lidar com emoções, sensação de vazio ou até questões ligadas à performance, seja no trabalho ou na vida íntima. Mas com o tempo fica claro que por trás disso existe uma dificuldade maior de identificar e expressar emoções, algo já descrito na literatura há bastante tempo (Levant, 1992), e que impacta diretamente a forma como esse homem se relaciona consigo e com os outros.

Agora, tem um ponto que eu considero central e que muitas vezes é negligenciado. Não basta o homem chegar na terapia, ele precisa permanecer. E essa permanência está muito mais ligada à experiência que ele tem no processo do que só à queixa inicial. Quando o ambiente é acolhedor, sem julgamento, isso já muda muita coisa. Muitos chegam com vergonha, culpa ou até resistência, e se sentirem que estão sendo analisados ou diminuídos, dificilmente voltam.

Além disso, homens costumam se engajar mais quando existe clareza no processo. Quando entendem o que está sendo feito, por que está sendo feito e para onde aquilo está caminhando. Nesse sentido, abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental ajudam bastante, justamente por trazerem uma estrutura mais organizada e baseada em evidências (Beck, 2011). E tem um outro ponto que pesa muito, que é a aplicação prática. Quando ele começa a perceber que não é só conversa, que existem ferramentas reais para lidar com o que está vivendo, algo começa a virar. É comum ouvir coisas como “agora faz sentido pra mim”, e esse é um momento importante do processo.

Um tema que aparece com muita frequência, mas ainda é pouco falado, é a sexualidade masculina. Ansiedade de desempenho, dificuldade de ereção, baixa libido, tudo isso é mais comum do que parece, mas muitos homens demoram anos para falar sobre isso, quando falam já estão bastante afetados emocionalmente. E aqui, mais uma vez, o acolhimento faz toda diferença. Sem julgamento, sem pressão, mas com estratégia e entendimento do que está acontecendo.

No fim, não é sobre fraqueza. Buscar psicoterapia é, na verdade, um movimento de responsabilidade consigo mesmo. O homem que começa a entender seus padrões, suas emoções e a forma como reage ao mundo não perde força, ele ganha autonomia. Mas pra isso acontecer, ele precisa encontrar um espaço onde possa, de verdade, baixar a guarda, e isso nem sempre é simples.

Se algo disso fez sentido pra você, talvez seja um bom momento para olhar um pouco mais pra si.

Eu sou Jairo Nascimento, psicólogo clínico, trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e tenho um olhar atento para saúde mental masculina e sexualidade. Meu trabalho é direto, acolhedor e baseado em estratégias práticas, respeitando o seu tempo, mas também te ajudando a sair do lugar.

Se quiser, você pode me chamar e a gente começa.

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