
Muitos se perguntam,”quanto tempo dura uma análise?”, esse post será um informativo breve de um complexo enquadramento, um pequeno apanhado para que você, querido leitor, possa compreender o que é estar em análise e vivenciar suas questões até a alta.
É fofocando que dizem, “não existem análises que terminam”, como se o analista fosse um vilão que busca pretender o paciente no setting terapêutico, proibição tal que seria uma afronta sem precedentes se despedir e seguir! Mas por quê se comenta tanto sobre essa questão?
Está em voga ou melhor, em evidência, que análises têm um prazo determinado para acabar, pois se existe vida, existe morte, encerrando assim o ciclo daquilo que se vivenciou. Com certeza, não pretendo medir uma possibilidade de imortalidade! Nada é durável à ponto de se colocar esse conceito, isso também serve à análise…
Então o que faz com que exista uma alta? O processo de se colocar uma alta, vem acima de tudo… do sujeito! Que surpresa, não? Claro que existem diversas possibilidades que possam fazer com que seja o analista à dar uma alta.
Contudo, para além da análise ser um processo de uma duração indefinida, muitas pessoas se sentem satisfeitas como resultados singulares, talvez a curto prazo, outros a longo prazo… A questão é que, para o paciente, o sujeito que coloca em seu discurso, suas faltas, desejos, ânsias, sintomas, ideais, à algo alí que faz com que permaneça.
É no que se fala, seja pelo alívio ou pela elaboração, que o sujeito deseja permanecer em análise, não pelo analista, e sim pelo processo que é estar aliviando suas resistências internas, que para alguns serve para ir em busca daquilo que se deseja, para outros colocar limites ao desejo desse outro (ou Outro).
O tempo não seguirá pelo tempo crónologico e sim pelo tempo lógico, do tempo que sentir que é necessário estar ali para se remendar e estar pronto à caminhar...
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