
Bell Hooks propõe uma ideia radical: amor não é sentimento, é prática. Amar envolve compromisso com o cuidado, com o respeito e com a responsabilidade emocional. Essa definição desmonta muitas formas de relação que aprendemos a chamar de amor, mas que são atravessadas por medo, controle e insegurança.
Na clínica, a insegurança feminina aparece frequentemente ligada aos relacionamentos. Mulheres relatam medo constante de abandono, necessidade de confirmação, dificuldade em sustentar conflitos e tendência a se moldar para manter o vínculo. Essas experiências não surgem do nada — elas se constroem dentro de uma cultura que ensina mulheres a amar se adaptando.
Entretanto, relações baseadas no medo não produzem amor, mas dominação emocional. Quando amar exige vigilância constante, silêncio e renúncia de si, o vínculo deixa de ser espaço de crescimento e se torna território de sobrevivência.
Do ponto de vista psicanalítico, esse funcionamento pode ser compreendido como uma tentativa de evitar a perda a qualquer custo. O sujeito se organiza em função do outro, apagando o próprio desejo para garantir permanência. O preço é alto: ansiedade, culpa, exaustão emocional e perda de si.
Pensar o amor a partir de bell hooks permite deslocar o foco da culpa individual para a estrutura relacional e social. Mulheres não são inseguras porque falham em amar, mas porque foram educadas em relações que confundem controle com cuidado.
O trabalho clínico, nesse contexto, não é ensinar técnicas para “segurar o outro”, mas sustentar a possibilidade de vínculos onde o amor não seja incompatível com liberdade, limite e autonomia.
Reaprender a amar, como propõe bell hooks, é um gesto clínico.
E, para mulheres, também é um gesto político.
Um abraço,
Psicóloga Milena Schmitt Moura
CRP 07/41927
Quem sou eu?

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Meu compromisso é proporcionar um espaço seguro, acolhedor e livre de julgamentos, para que cada pessoa possa se sentir à vontade para compartilhar suas experiências, compreender suas emoções e construir caminhos mais alinhados aos seus valores e objetivos de vida.
Meu trabalho é fundamentado na Análise do Comportamento e na Terapia Analítica Funcional (FAP), abordagens baseadas em evidências científicas que auxiliam no tratamento de diversas demandas emocionais e psicológicas, como ansiedade, depressão, Transtorno do Espectro Autista (TEA), dificuldades nos relacionamentos, entre outras.
Tenho especial interesse e experiência no atendimento de mulheres e de pessoas que desejam compreender e transformar seus padrões relacionais, fortalecendo vínculos mais saudáveis consigo mesmas e com os outros.
Também atuo de forma sensível e comprometida com questões relacionadas aos impactos psicossociais do racismo e da LGBTQIAPN+fobia, reconhecendo como essas experiências podem afetar a saúde mental e a qualidade de vida. Acredito que a terapia pode ser um espaço de acolhimento, fortalecimento e construção de novas possibilidades, respeitando a história, a identidade e a singularidade de cada pessoa.
Ofereço atendimento psicológico online para adultos do Brasil e exterior, além de consultas presenciais em São Bernardo do Campo (SP).
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