
A ansiedade, muitas vezes, chega sem pedir licença. Ela se manifesta no corpo, acelera o coração, inquieta os pensamentos e cria uma sensação difusa de que algo não está no lugar. Tentamos silenciá-la, controlá-la, afastá-la… mas, e se ao invés disso, nós a escutássemos?
Sob o olhar da psicologia analítica, a ansiedade não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas uma mensagem da alma. Ela pode ser compreendida como um chamado — um sinal de que algo dentro de nós pede atenção, cuidado e integração.
Carl Jung compreendia que a psique busca constantemente equilíbrio. Quando nos afastamos de partes importantes de nós mesmos — emoções reprimidas, desejos não reconhecidos, aspectos da nossa história que foram deixados de lado — esse desequilíbrio pode emergir como ansiedade. Não como um erro, mas como um movimento em direção à consciência.
É como se algo dentro de nós dissesse, com urgência: “olhe para mim”.
A ansiedade, então, pode ser vista como uma ponte entre o consciente e o inconsciente. Ela aponta para conteúdos que ainda não foram simbolizados, sentidos ou compreendidos. E, por isso, muitas vezes, ela assusta — porque fala uma linguagem que ainda estamos aprendendo a decifrar.
Mas há um convite silencioso nisso tudo.
Ao invés de lutar contra a ansiedade, podemos começar a nos aproximar dela com curiosidade e gentileza. Perguntar: “o que você quer me mostrar?” “de onde você vem?” “o que em mim está pedindo escuta?”
Esse movimento não significa romantizar o sofrimento, mas reconhecer que há sentido mesmo nas experiências mais desconfortáveis.
No processo terapêutico, a ansiedade pode se transformar. Quando ela encontra espaço para ser acolhida — sem julgamento, sem pressa — algo começa a se reorganizar internamente. O que antes era apenas angústia, aos poucos pode se tornar compreensão, e depois, transformação.
A jornada não é sobre eliminar partes de si, mas sobre integrar.
E talvez, no fundo, a ansiedade não seja apenas um sinal de que algo está errado… mas de que algo dentro de você está tentando nascer.
Quem sou eu?

Ana Patricia Ferreira de Melo
CRP:

11/26134
Atendimento:
Online
Sou Ana Patrícia, psicóloga, e acredito que cada pessoa precisa ser acolhida de forma única, respeitando sua história, suas necessidades e seu momento de vida. Minha atuação é pautada na escuta qualificada, no acolhimento e na ética profissional, buscando construir com cada cliente um espaço seguro, onde ele possa se sentir ouvido e compreendido.
Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalho auxiliando o cliente a compreender a relação entre seus pensamentos, emoções e comportamentos, desenvolvendo estratégias que possam contribuir para uma rotina mais saudável e para o enfrentamento de suas dificuldades. Também possuo experiência com intervenção ABA, o que ampliou minha capacidade de observar comportamentos, estabelecer objetivos e acompanhar a evolução de cada pessoa de maneira individualizada.
Meu objetivo é oferecer um atendimento humanizado, responsável e personalizado, contribuindo para que cada cliente se sinta respeitado, acolhido e capaz de desenvolver novos recursos para lidar com seus desafios
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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