
Na psicologia, entendemos que não reagimos aos fatos em si, mas à forma como interpretamos esses fatos. Esse é um dos princípios centrais da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Segundo o modelo cognitivo, desenvolvido por Aaron Beck, são os pensamentos automáticos que influenciam diretamente nossas emoções e comportamentos. Ou seja: a mesma situação pode gerar sentimentos completamente diferentes, dependendo do significado que cada pessoa constrói sobre ela.
Exemplo simples:
Uma crítica pode ser interpretada como “eu não sou bom o suficiente” ou como “isso pode me ajudar a melhorar”.
O fato é o mesmo , o impacto emocional, não.
Além disso, estudos mostram que nossas crenças centrais (ideias mais profundas sobre nós mesmos, os outros e o mundo) funcionam como “lentes”, filtrando a realidade. Quando essas crenças são muito rígidas ou negativas, tendemos a interpretar situações de forma mais ameaçadora ou desvalorizada.
Isso não significa ignorar a realidade, mas compreender que:
Entre o que acontece e o que você sente, existe uma interpretação.
E é justamente nesse espaço que a psicologia trabalha:
• Identificando pensamentos distorcidos
• Questionando interpretações automáticas
• Construindo formas mais realistas e funcionais de pensar
O valor das coisas não está apenas nelas.
Está, principalmente, no significado que você constrói sobre elas.
E isso pode ser revisado.
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