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A imigração não termina quando você chega
Morar em outro país costuma ser mais lembrado pelas mudanças visíveis: idioma, trabalho, documentos, distância. Mas algumas das maiores transformações de viver longe do país de origem acontecem por dentro.
Você não só precisa se adaptar a um novo lugar, você precisa se adaptar as transformações que você vive e viveu no caminho.
Isso nem sempre é fácil de perceber, às vezes sentimos como um estranhamento ou quando olhamos para coisas que parecem não fazer sentido como antes. Ou mesmo quando vivemos a experiência de "se sentir um estrangeiro no próprio país".
Tudo isso porque você não é mais a mesma pessoa que deixou o Brasil. Você pode ser capaz de construir vínculos, aprender uma nova cultura e até começar a se enxergar no novo lugar — mas ainda assim, você pode sentir que não pertence completamente.
As mudanças externas e internas de viver longe de casa podem exigir uma reconstrução de identidade, como se você passasse a olhar a sua vida entre dois lugares: Brasil e o novo país.
Mas isso não quer dizer que a sua vida "deu errado". Quer dizer que agora você precisa sustentar novas verdades sobre todas essas mudanças que você viveu até aqui.
Nem todas as dores precisam ser visíveis para serem reais. Morar fora pode ser uma experiência de descoberta e construção de novas possibilidades. Mas também pode envolver perdas, conflitos, ambivalências (voltar ou ficar) e emoções que precisam de espaço para serem ouvidas, elaboradas.
Talvez você precise olhar para tudo isso e começar a compreender melhor como experiência mudou quem você é por dentro.
Se algumas dessas experiências fazem parte da sua vida e você gostaria de compreender melhor o que está vivendo, a psicoterapia pode ser um espaço de escuta e elaboração.
👉 Me siga aqui para acompanhar mais conteúdos como esse: @psi.brenda.rodrigues
Brenda Rodrigues — Psicóloga Clínica | CRP 04/83072
Psicoterapia online para brasileiros que vivem no exterior.
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