
Por muito tempo, muitos de nós aprendemos de forma sutil ou direta que amar significava se doar completamente.
Que para manter alguém por perto, era preciso abrir mão de partes de quem somos.
Acreditamos que o amor só é verdadeiro quando envolve sacrifício… mas a verdade é que vínculos seguros não pedem que a gente desapareça dentro do outro.
Um vínculo saudável nasce quando duas pessoas se encontram inteiras ou, pelo menos, dispostas a se conhecer e se respeitar.
Ele não exige que você apague seus sonhos, sua liberdade ou seus espaços internos.
Pelo contrário: vínculos seguros fortalecem a tua identidade, te convidam a crescer e florescer junto, sem perder tua essência no processo.
Amar de forma segura é poder dizer “eu sinto”, “eu preciso” e “eu sou” sem medo de afastar.
É poder respirar dentro da relação, sem o peso de ser perfeita, sem o receio de não ser suficiente.
É ter espaço para existir e permitir que o outro exista também.
Muitas vezes confundimos amor com fusão: como se amar significasse se tornar um só corpo, uma só emoção.
Mas vínculos verdadeiros não sufocam. Eles abraçam sem prender, acolhem sem controlar, permanecem sem exigir que você se apague.
A beleza dos vínculos seguros está no equilíbrio entre caminhar lado a lado e manter os próprios passos.
É saber que, mesmo com afetos profundos, ainda existe “eu” e “você” e é justamente isso que torna o “nós” mais bonito.
Amar sem se perder de si é um ato de coragem e maturidade emocional.
É aprender que o amor não é sobre preencher vazios, mas sobre somar inteirezas.
E quando isso acontece, o vínculo deixa de ser uma prisão disfarçada de amor… e se transforma em porto seguro.
Psicóloga Gleiziane Baptista
CRP 05/71550





