
Cuidar da saúde mental não é “luxo” e nem só uma reação a crises. É um hábito de manutenção, como sono, alimentação e exercícios, que protege seu bem-estar emocional, melhora a qualidade dos relacionamentos e ajuda você a lidar com pressões inevitáveis da vida. Mesmo assim, muitas pessoas só buscam o tema quando já estão no limite, confusas entre estresse, ansiedade, desânimo e cansaço constante.
A boa notícia é que a saúde mental pode ser fortalecida com atitudes consistentes, realistas e possíveis dentro da sua rotina. E, quando não dá para carregar tudo sozinho, buscar um psicólogo é um passo de coragem e cuidado.
O que é saúde mental?
Saúde mental é o estado de bem-estar que permite reconhecer emoções, lidar com estresses do dia a dia, manter relações e tomar decisões com clareza, mesmo diante de dificuldades. Não significa estar feliz o tempo todo, e sim ter recursos para atravessar momentos ruins sem perder completamente o funcionamento e o sentido da vida. (https://www.who.int/health-topics/mental-health)
Na prática, saúde mental envolve equilíbrio emocional, autoconsciência e capacidade de adaptação. Ela varia ao longo do tempo: tem fases mais estáveis e outras mais desafiadoras. Por isso, cuidar da mente não é eliminar sentimentos negativos, e sim aprender a compreendê-los, regular reações e buscar suporte quando necessário.
Como saber se minha saúde mental não está bem?
Sinais de que a saúde mental pode não estar bem incluem mudanças persistentes de humor, irritabilidade, ansiedade excessiva, dificuldade para dormir, queda de energia e perda de interesse por atividades antes prazerosas. Quando esses sinais duram semanas e começam a prejudicar trabalho, estudo, relações ou autocuidado, vale olhar com atenção e considerar ajuda profissional. (https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-disorders)
Nem todo sofrimento vira transtorno, mas todo sofrimento merece cuidado. Alguns sinais aparecem de forma “silenciosa”: procrastinação constante, sensação de vazio, isolamento social, dificuldade de concentração e uso de telas ou comida como fuga emocional. Outros são mais físicos: tensão muscular, dores frequentes, alterações de apetite e cansaço que não melhora com descanso.
Um critério simples ajuda: duração + impacto. Se você percebe que “virou padrão” e que sua vida está ficando menor — menos prazer, menos presença, menos vontade — é hora de agir.
Como cuidar da saúde mental no dia a dia?
Cuidar da saúde mental no dia a dia envolve regular sono e rotina, reduzir excesso de estresse, fortalecer vínculos e treinar estratégias de autocuidado emocional. Pequenas ações repetidas funcionam melhor do que mudanças radicais. O objetivo é criar um “solo estável” para sua mente: previsibilidade, pausas, hábitos saudáveis e apoio social. (https://www.cdc.gov/mentalhealth/)
Aqui estão estratégias práticas que costumam fazer diferença quando viram consistência (não perfeição):
- Proteja o sono como prioridade: sono ruim aumenta irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração.
- Faça pausas reais: intervalos curtos ao longo do dia reduzem sobrecarga e melhoram foco.
- Movimente o corpo: atividade física é uma ferramenta de regulação emocional, não só estética.
- Nomeie o que você sente: dar nome à emoção reduz confusão interna e melhora escolhas.
- Alimente vínculos saudáveis: conexão humana é fator de proteção — mesmo que em pequenas doses.
De acordo com o CEO do Terappia, Alex Baptista: Cuidar da saúde mental é transformar autocuidado em rotina — não como uma meta perfeita, mas como um compromisso possível com você mesmo, especialmente nos dias difíceis.
Como reduzir o estresse sem “desligar” da vida?
Reduzir estresse não significa eliminar responsabilidades, e sim ajustar a forma como você se organiza, se cobra e se recupera. Técnicas de respiração, planejamento realista, limites saudáveis e pausas intencionais ajudam o corpo a sair do modo de alerta. Com o tempo, isso diminui exaustão mental e melhora a sensação de controle. (https://www.apa.org/topics/stress)
O estresse vira problema quando não existe recuperação. Você até aguenta uma semana puxada — mas se isso vira meses, o corpo começa a cobrar. Uma mudança poderosa é trocar o “tudo ou nada” por microacordos: o mínimo que você consegue manter sem se abandonar.
Outro ponto central é limite emocional: aprender a dizer “não” sem culpa, reduzir multitarefa, negociar prazos quando possível e parar de se comparar com rotinas irreais. Estresse cai quando você para de tratar o descanso como prêmio e passa a tratá-lo como requisito.
Como a tecnologia influencia a saúde mental, e como usar de forma mais saudável?
A tecnologia pode apoiar a saúde mental com informação e conexão, mas também pode piorar ansiedade e comparação social quando vira excesso e estímulo contínuo. Um uso mais saudável envolve reduzir notificações, fazer pausas de tela, escolher conteúdos com intenção e criar horários sem celular, especialmente antes de dormir. (https://www.apa.org/topics/healthy-technology)
Se você sente que o cérebro não “desliga”, vale observar o quanto seu dia é alimentado por microestímulos: mensagens, vídeos curtos, notícias, cobranças. Isso mantém o corpo em alerta e aumenta irritação. Um ajuste simples é criar “zonas de silêncio”: 30–60 minutos ao acordar e antes de dormir sem redes sociais.
Também ajuda trocar quantidade por qualidade: seguir conteúdos que ensinam, inspiram ou acolhem, e reduzir perfis que dispararam comparação, culpa ou sensação de insuficiência.
Como a psicoterapia pode ajudar a cuidar da saúde mental?
A psicoterapia ajuda a cuidar da saúde mental ao oferecer um espaço seguro para entender emoções, padrões de pensamento e comportamentos que mantêm sofrimento. Com um psicólogo, você aprende estratégias para regular ansiedade e estresse, fortalecer autoestima, melhorar relações e tomar decisões com mais clareza. É um processo de construção de habilidades, sem promessas milagrosas. (https://www.apa.org/topics/psychotherapy)
Muita gente pensa que terapia é só “desabafar”. Na verdade, o melhor da psicoterapia é transformar compreensão em prática: identificar gatilhos, treinar novas respostas, construir limites e criar mais estabilidade emocional. Em fases difíceis, terapia também funciona como base: um lugar para organizar o caos, recuperar sentido e planejar passos reais.
Se você quer esse suporte, os psicólogos do Terappia podem te ajudar nessa jornada de cuidado emocional. Acesse www.terappia.com.br/psi.
Quando procurar um psicólogo para cuidar da saúde mental?
É indicado procurar um psicólogo quando você percebe sofrimento persistente, sintomas emocionais que atrapalham sua rotina, crises recorrentes ou sensação de esgotamento que não melhora com descanso. Também é válido buscar terapia preventivamente, para autoconhecimento, melhora de relacionamentos e fortalecimento emocional, sem precisar esperar “chegar ao limite”. (https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-disorders)
Você pode procurar ajuda quando notar: pensamentos acelerados o dia inteiro, desânimo constante, ansiedade que impede decisões, irritabilidade fora do normal, dificuldades no trabalho, conflitos repetidos ou sensação de que está vivendo no automático.
Um dado que coloca isso em perspectiva: a OMS aponta que, globalmente, 1 em cada 8 pessoas vivia com algum transtorno mental em 2019 — o que reforça que buscar apoio é comum, humano e necessário. (https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-disorders)
Conclusão
Cuidar da saúde mental é construir uma base: sono melhor, pausas reais, limites, relações mais saudáveis, menos excesso digital e mais consciência emocional. Nem tudo depende de força de vontade — muitas vezes depende de suporte, consistência e orientação correta. E pedir ajuda não é fraqueza: é maturidade.
O Terappia foi criado para aproximar você de psicólogos qualificados, com acolhimento e seriedade, no momento em que você decide se colocar como prioridade. Se você sente que precisa de apoio para cuidar da sua saúde mental, dê esse passo com calma e sem culpa.
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Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Mental health: https://www.who.int/health-topics/mental-health
OMS – Mental disorders (dados e visão geral): https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-disorders
American Psychological Association (APA) – Stress: https://www.apa.org/topics/stress
APA – Psychotherapy: https://www.apa.org/topics/psychotherapy
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – Mental Health: https://www.cdc.gov/mentalhealth/





