
Às vezes eu me pego querendo controlar o incontrolável.
Mesmo sendo psicóloga, mesmo entendendo sobre emoções, padrões, vínculos e repetições… eu ainda sou humana. E como todo ser humano, já me vi tentando prever reações, organizar sentimentos alheios, evitar frustrações que não dependiam só de mim.
Foi aí que essa frase começou a ecoar diferente dentro de mim:
“Você só controla suas ações.”
(E, às vezes, nem isso com tanta facilidade.)
Perceber isso não é sobre frieza. É sobre responsabilidade emocional.
Eu não controlo o que o outro sente.
Não controlo a interpretação que fazem de mim.
Não controlo se vão ficar, se vão entender, se vão retribuir.
O que eu controlo — e ainda assim com esforço diário — são minhas escolhas, minhas palavras, meus limites, minhas atitudes.
E essa consciência é libertadora e desafiadora ao mesmo tempo.
Libertadora porque tira das minhas mãos um peso que nunca foi meu.
Desafiadora porque me obriga a assumir a parte que é.
Como profissional, eu acompanho processos.
Como pessoa, eu também vivo os meus.
No fim, o resto… é sobre o outro





