
A dependência amorosa frequentemente chamada de codependência ou dependência afetiva vai muito além do "gostar demais". Na psicologia, ela é compreendida como um padrão relacional persistente onde a pessoa subordina suas próprias necessidades, identidade e bem-estar à presença e aprovação do outro.Não se trata de amor, mas de uma necessidade compulsiva de preencher um vazio interno por meio do parceiro.
Quem vivencia a dependência amorosa costuma funcionar sob a lógica do medo absoluto da rejeição e do abandono. Esse temor gera comportamentos de controle, ciúme excessivo e uma busca constante por validação. A pessoa abre mão de seus hobbies, de seus amigos e, no limite, da sua própria individualidade para se moldar ao que acredita que o outro deseja.
A dependência amorosa assemelha-se aos transtornos aditivos, caracterizando-se por um padrão de apego patológico onde o indivíduo perde o controle sobre seus comportamentos afetivos, negligenciando a si mesmo e tolerando dinâmicas abusivas em nome da manutenção do vínculo (SANTOS; OLIVEIRA, 2021, p. 45).
Como Identificar os Sinais?
- Anulação de si mesmo: Deixar de lado valores, planos e desejos próprios para viver a vida do outro.
- Tolerância a excessos: Aceitar desrespeito, traições ou violência (física ou psicológica) por medo de ficar só.
- Ansiedade de separação: Sentir um pânico desproporcional quando o parceiro não responde uma mensagem ou passa um tempo longe.
- Sensação de vazio: A crença internalizada de que a vida perderia completamente o sentido sem aquela pessoa específica
Referência Bibliográfica (ABNT)
SANTOS, M. A.; OLIVEIRA, R. C. A clínica da dependência afetiva: apego e subjetividade nas relações contemporâneas. São Paulo: Editora Psique, 2021.
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