
Esquemas emocionais no relacionamento: por que você fica dividida entre amor e raiva
Não é falta de decisão ou de amor. É um padrão antigo que seu cérebro aprendeu para tentar se sentir segura no vínculo.
24 sept 2026
Ana Clara Valoz Sampaio
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Muitas mulheres que atendo descrevem a mesma cena: em um momento sentem muita raiva, vontade de terminar tudo, e no outro sentem empatia, lembram do lado bom dele e pensam "eu amo ele". Essa gangorra não é falsidade. É o seu esquema emocional sendo ativado.
Esquema emocional é como um óculos que você aprendeu a usar ainda na infância para entender o amor. Se você cresceu precisando se adaptar muito, ter medo de abandono ou cuidar dos outros para ser aceita, seu cérebro guarda essa regra. Na vida adulta, no relacionamento, qualquer gatilho pequeno ativa a regra inteira.
Por que a divisão acontece?
1. Duas partes entram em conflito: a parte ferida, que sente raiva e quer se proteger terminando, e a parte que aprendeu a manter o vínculo a qualquer custo, que usa a empatia para justificar e ficar.
2. O esquema filtra a realidade: quando o esquema de abandono ou de privação emocional se ativa, você enxerga mais sinais de rejeição. Quando ativa o esquema de autossacrifício, você enxerga mais o sofrimento dele do que o seu.
3. O corpo guarda o placar: raiva acumulada vira tensão, ansiedade, choro fácil. Empatia demais vira culpa por pensar em terminar.
Isso aparece no dia a dia assim: você discute, se afasta, depois se culpa e volta a acolher. Promete limites, mas, na hora H, tem medo de ser fria. Questiona-se se o que sente é mesmo amor.
O que ajuda, na prática:
Nomear: em vez de "estou confusa", tente "meu esquema de autossacrifício acabou de ativar".
Pausar antes de decidir: raiva e amor são informações, não ordens. Decisões sobre terminar precisam de um momento mais neutro.
Perguntar diferente: não é "eu amo ou não amo?", é "esse vínculo me permite ser respeitada, desejada e segura na maioria do tempo?".
Se essa divisão se repete muito, apoio psicoterapêutico pode ajudar a diferenciar o que é amor no presente do que é medo antigo de ficar sozinha.
Quem sou eu?

Larissa Fernanda de Oliveira
CRP:

04/87098
Atendimento:
Online
Olá! Sou Larissa, psicóloga, e acredito que a terapia pode ser um espaço de acolhimento, escuta e construção de novos caminhos, onde você possa falar sobre o que sente sem julgamentos e no seu próprio ritmo.
Atendo adolescentes, adultos e idosos, respeitando a história, as necessidades e o momento de vida de cada pessoa. Meu trabalho é baseado na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e, a partir disso, desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com diferentes situações.
A terapia pode ser um espaço importante para quem está enfrentando ansiedade, baixa autoestima, inseguranças, dificuldades nos relacionamentos, mudanças importantes na vida, sobrecarga emocional, dificuldades para lidar com sentimentos, problemas de adaptação, momentos de crise ou simplesmente sente que precisa de um espaço para se compreender melhor.
Ao longo do processo, vamos olhar para aquilo que está acontecendo hoje, compreender padrões que podem estar contribuindo para o seu sofrimento e construir, juntos, ferramentas para que você consiga lidar melhor com suas emoções e situações do cotidiano.
Meu objetivo é que você encontre na terapia um espaço seguro para se conhecer, desenvolver novas perspectivas e construir uma relação mais saudável consigo mesmo e com a própria vida.
Se você sente que está passando por um momento difícil ou que gostaria de cuidar mais de si, talvez este seja um bom momento para começar. Será um prazer te acompanhar nessa caminhada.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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