
Você já reparou como meninos e meninas usam a internet de jeitos bem diferentes? E o, mais importante, como isso afeta cada um? O psicólogo Jonathan Haidt, no livro “A Geração Ansiosa”, mergulhou nesse tema e traz dados que explicam por que tantos jovens hoje se sentem mais ansiosos, inseguros e até sobrecarregados.
Não é só "culpa" da internet, mas ela tem um papel gigante nessa história.
O que todos têm em comum:
· Noites mal dormidas (por causa do celular na cabeceira);
· Menos encontros presenciais com amigos;
· Dificuldade em se concentrar em qualquer coisa que não dê recompensa imediata;
· Risco de ficar dependente da tela;
· Aumento preocupante de ansiedade e depressão.
Agora… quando olhamos para cada grupo, os impactos ficam ainda mais claros.
Meninas: a vida medida em curtidas
As redes sociais viraram o palco principal para muitas adolescentes. O problema? Esse palco cobra caro.
· Elas vivem comparando a própria aparência com a das outras.
· Filtros e influenciadoras reforçam padrões quase impossíveis de atingir.
· O assédio online também é uma realidade bem mais presente para elas.
· E os números mostram: a ansiedade e até os casos de autolesão crescem assustadoramente entre as meninas.
É como se cada curtida (ou a falta dela) fosse um veredito sobre quem elas são.
Meninos: jogos, pornografia e o risco do isolamento
Já os meninos tendem a mergulhar nos games e em conteúdos digitais que dão recompensas rápidas. Isso traz alguns efeitos colaterais:
· Passam horas nos jogos online, trocando o convívio real pelo virtual.
· O contato precoce com pornografia molda (e distorce) a forma como enxergam intimidade.
· A concentração fica cada vez mais curta — qualquer coisa fora do mundo digital parece entediante.
· Muitos acabam se isolando, o que pode dificultar até a vida acadêmica e profissional no futuro.
É como se eles vivessem num “loop” de estímulos que não se traduzem bem para o mundo real.
O mundo digital não é neutro. Ele molda a forma como meninos e meninas crescem, e precisamos estar atentos a isso.
Limitar telas, incentivar hobbies fora do online e criar espaços de convivência real são passos fundamentais para que essa geração não seja lembrada apenas como “a geração ansiosa”.





