
No Borderline, até permanecer na terapia pode fazer parte do tratamento.
Quem vive com Transtorno de Personalidade Borderline pode desejar muito melhorar e, ainda assim, encontrar dificuldade para permanecer no processo terapêutico. A intensidade das emoções, a sensibilidade à rejeição, a impulsividade, os conflitos nas relações e a dificuldade de tolerar desconfortos podem aparecer também dentro da própria terapia. Em alguns momentos, desistir pode parecer mais fácil do que continuar.
É justamente aí que o tratamento precisa ir além de apenas falar sobre o que aconteceu.
Na TCC, trabalho a identificação dos pensamentos, crenças e padrões de comportamento que se repetem e influenciam a forma como a pessoa interpreta situações e relacionamentos. Já a DBT acrescenta habilidades fundamentais para regulação emocional, tolerância ao mal-estar, mindfulness e efetividade interpessoal. Inclusive, na DBT, comportamentos que dificultam a continuidade da própria terapia são parte importante do trabalho.
O objetivo não é exigir que a pessoa simplesmente “aguente” o tratamento, mas ajudá-la a compreender o que acontece quando surge a vontade de desistir e construir recursos para atravessar esse momento de outra forma.
Se permanecer tem sido difícil, isso também pode ser levado para a terapia. Você não precisa esperar estar bem para continuar se cuidando.
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