
Muitas vezes, sem perceber, vivemos guiados por certos modelos de como “deveria ser” a vida: como deve ser o amor, os relacionamentos, a família, o trabalho, o nosso desempenho. Esses modelos não surgem do nada; eles são criados pela sociedade, pela cultura e pela história, e acabam se tornando padrões que tentamos seguir. O problema é que esses padrões costumam ser rígidos e quase impossíveis de alcançar.
É justamente daí que nasce muito do nosso sofrimento: da distância entre o que idealizamos e o que realmente acontece. A vida real nunca corresponde totalmente ao que imaginamos ou ao que dizem que “deveria ser”. E quanto mais tentamos perseguir esses ideais, mais nos afastamos do que é possível e humano. Isso costuma gerar sentimentos de culpa, frustração e até de fracasso. A própria lógica do mundo atual reforça essa cobrança constante: temos que ser produtivos, performar bem, nos superar o tempo todo — como se simplesmente existir não fosse suficiente.
Na clínica, esse encontro com a realidade aparece em forma de decepções, frustrações e tristezas. Mas é também aí que se abre um espaço importante: questionar esses modelos que nos aprisionam e criar maneiras de viver mais possíveis, mais singulares, menos pesadas. Aceitar a vida como ela é — cheia de imprevistos, rupturas, mas também de novas possibilidades — pode nos ajudar a sustentar uma existência mais leve, mais flexível e mais nossa. Minha agenda está aberta para caminharmos nesse processo juntos!





