
A arte e a psicanálise compartilham um mesmo terreno: o do inconsciente. O mundo onírico, a poesia, a literatura, a pintura, o cinema, o desenho e a escultura mostram como a criação artística pode revelar aquilo que não conseguimos ou não queremos expressar diretamente. Às vezes, a arte alcança aquilo que nos falta na palavra. Quem nunca passou pela experiência de não conseguir expressar um sentimento ou um pensamento com palavras, mas, ao assistir a um filme, ler um livro ou até mesmo ver um desenho, sentiu que aquilo traduzia exatamente o que não se conseguia dizer?
Nesse sentido, o percurso clínico é apenas um dos recursos possíveis para compreender os mecanismos psíquicos — a arte, por si só, também nos oferece caminhos para entender quem somos, o que sentimos e como podemos compartilhar isso com outras pessoas.
A arte é uma linguagem, uma forma de comunicação que ultrapassa as palavras. Suas múltiplas expressões não passam despercebidas pela psicologia. O inconsciente se inscreve na obra de arte como um ato simbólico, às vezes até involuntário. Mesmo sem querer, quando criamos uma obra, deixamos nela marcas daquilo que escapa ao nosso consciente e ao nosso controle. É uma forma de inscrição inconsciente de quem somos e do que tentamos expressar. Isso mostra que a criação artística não é algo meramente objetivo. Ela contém elementos que permitem compreender o sujeito e sua relação consigo mesmo e com o mundo. A arte revela sua proximidade com o imaginário e a fantasia.
Dentro dessa perspectiva, a arte, como forma de autoexpressão, torna-se também uma forma de estruturar o indivíduo, de ampará-lo diante do seu próprio vazio e da sua angústia. Criar e consumir arte é uma maneira de se compreender e de entrar em contato consigo mesmo. Por isso, a psicoterapia pode ser um espaço para falar tanto da experiência de fazer arte quanto da de apreciá-la, funcionando como uma ponte entre o psicólogo e a subjetividade do paciente. A arte e a psicanálise se encontram, assim, em um ponto essencial: ambas iluminam, à sua maneira, os modos como o inconsciente se organiza, revelando, no traço criativo, aquilo que escapa ao discurso racional.
Geovanna Moreira Bastos - CRP 01/30116
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Quem sou eu?
Laura do Carmo Ferreira Borges
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11/954457
Atendimento:
Você sente que está repetindo situações que causam sofrimento, enfrenta dificuldades nos relacionamentos ou tem dificuldade para compreender as próprias emoções? A psicoterapia pode ser um espaço para olhar para essas questões com mais atenção e descobrir novas possibilidades.
No atendimento psicológico, auxilio adultos e idosos a compreenderem seus sentimentos, desenvolverem o autoconhecimento e lidarem com questões como ansiedade, autoestima, luto, inseguranças, mudanças de vida e dificuldades emocionais.
Na psicoterapia de casal, trabalho com parceiros que desejam compreender os conflitos, melhorar a comunicação, lidar com mágoas, ciúmes e distanciamento emocional, além de fortalecer o vínculo e encontrar novas formas de se relacionar.
Minha atuação é orientada pela psicanálise contemporânea, com uma escuta acolhedora e individualizada, respeitando a história e o momento de vida de cada pessoa ou casal.
A terapia não oferece respostas prontas, mas possibilita compreender o que está acontecendo, reconhecer padrões e construir caminhos mais conscientes para lidar com os desafios da vida e dos relacionamentos.
Cuidar da saúde emocional também é uma forma de cuidar de si e das suas relações.
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