
Há dores que não nascem no corpo — apenas passam por ele.
Quando a alma se cala, o corpo fala.
E fala alto. Fala em forma de cansaço que não passa, em nó na garganta, em dor de cabeça que insiste em voltar.
Fala quando o peito aperta sem motivo, quando o sono foge e o coração acelera sem aviso.
Às vezes, o corpo é o tradutor daquilo que não ousamos dizer.
Ele grita o que o coração sussurrou e a mente ignorou.
Grita por descanso, por atenção, por afeto, por pausa.
E quando finalmente paramos para escutá-lo, descobrimos que o corpo nunca quis nos castigar —
ele só queria ser ouvido.
Porque o corpo é casa.
E toda casa pede cuidado, presença e silêncio.
Um silêncio cheio de escuta, aquele que nos reconecta com o que há de mais humano em nós.
Então, hoje, talvez a cura esteja em colocar a mão sobre o próprio peito e perguntar:
“O que eu estou sentindo, mas ainda não tive coragem de dizer?”
Vem para terapia, eu posso te ouvir.
Com carinho, Helen Santos.





