
É muito comum ouvir, como crítica à psicanálise, que o analista fala muito pouco ou simplismente permanece em silêncio.
Isso ocorre porque o silêncio, em uma análise, tem uma função fundamental. O analista sustenta uma espécie de silêncio ativo, ele está "ocupado" escutando não apenas a história contada pelo paciente, mas também os movimentos de sua fala, suas pausas, seu ritmo, as palavras que insistem em se repetir, as marcas deixadas pelo discurso, os silêncios, os tropeços, os momentos em que uma fala se sobrepõe a outra, as mudanças de tema, a entonação da voz. Enfim, uma série de nuances que constituem a singularidade de cada análise.
Para que o analista possa intervir de maneira precisa, ele deve escutar essas nuances e complexidades implicadas na fala do analisante, permitindo que algo de radicalmente singular possa emergir, aquilo que só aquela pessoa poderia dizer, do jeito que só aquela pessoa poderia dizer. E para isso é preciso estar em uma posição de "espera" também ativa, uma espera do momento certo de falar para não calar. Assim, o analista intervém de diversas maneiras a partir do que escuta: com perguntas, pontuando as repetiçōes, marcando as nuances, apontando contradições, ecoando palavras que passam despercebidas pelo analisante...
Ao mesmo tempo, é preciso que o analisante possa falar livremente sobre tudo o que lhe vier à cabeça, sem selecionar previamente o que merece ou não ser dito. Essa é a regra fundamental da psicánalise. Para que este tipo de fala possa surgir, alguém precisa sustentar um certo vazio, esse lugar de espera e escuta. O silêncio do analista é justamente a condição para que a palavra encontre seu espaço. Esse silêncio é o que permite o analista escutar aquilo que está para além do sentido imediato da fala, que está por trás dos barulhos e movimentos próprios da língua do analisante.
É nesse espaço aberto pelo silêncio que algo novo pode acontecer. Quem fala pode, pouco a pouco, escutar a si mesmo de outra maneira e, a partir disso, construir uma nova relação com aquilo que diz e com aquilo que até então, dizia sem saber que dizia e fazia sem saber porque fazia.
Quem sou eu?

Brenda Suellen Santos Rodrigues
CRP:

04/83072
Atendimento:
Online
Olá, bem-vindo(a)
Como psicóloga falo sobre dores que nem sempre são vistas por quem olha de fora, mas não quer dizer que não estejam sendo sentidas.
Muitas dessas dores acabam sendo silenciadas, por se falar pouco ou por não encontrar espaço seguro para poder compartilhar. Trabalho com terapia para brasileiros que vivem no Brasil e exterior, oferecendo um lugar onde as pessoas possam sentir que suas dores estão sendo ouvidas através da escuta de uma psicóloga e imigrante.
Moro na Europa desde 2023, essa experiência me permitiu sentir e falar sobre dores como: pertencimento, identidade, luto, adaptação, relacionamentos. Por essa razão meu trabalho tem um olhar e foco especial para jornadas de imigrantes.
Você não precisa morar fora para fazer terapia comigo. Atendo você de qualquer lugar no mundo.
A psicoterapia pode ser um caminho para você dar voz a sua história. Se você deseja dar mais atenção ao que você está sentindo, será um prazer acompanhar você.
Valor da Sessão / Tempo de duração



