
Mesmo sabendo que o comportamento abusivo tem raízes profundas, isso não justifica o impacto que ele tem sobre quem está do outro lado da relação. Viver perto de alguém abusivo é exaustivo: gera dúvidas, inseguranças, desgaste emocional e, muitas vezes, uma sensação constante de vigilância. A vítima acaba se adaptando, diminuindo-se, tentando agradar ou evitar conflitos, como se isso pudesse mudar o outro.
É importante lembrar que o abuso não é amor, cuidado ou carinho mal compreendido. Ele é uma forma de violência emocional que mina a autonomia e a autoestima. E quanto antes a pessoa perceber que não é responsável pelas atitudes do parceiro, mais rápido consegue traçar limites claros e cuidar de si mesma.
Estar em um relacionamento abusivo não é fraqueza, é um sinal de que alguém precisa de apoio, acolhimento e clareza sobre os próprios limites. Buscar ajuda, conversar com amigos de confiança, procurar terapia, documentar situações ou até se afastar quando possível, são formas de retomar poder sobre a própria vida.
🌟Amar a si mesmo é aprender a identificar sinais, respeitar seus sentimentos e escolher relacionamentos que não machuquem, que não controlem, que não desvalorizem. E cada passo nesse sentido é um passo de coragem.





