
Vivemos em uma época em que o mercado de trabalho exige cada vez mais rapidez, eficiência e perfeição. As demandas parecem não ter fim: ser proativo, estar sempre disponível, inovar e, ao mesmo tempo, lidar com uma pressão constante por resultados. Nesse cenário, muitas pessoas acabam adoecendo, física e emocionalmente. Um dos sintomas mais comuns desse tempo é a síndrome de burnout, um esgotamento profundo que vai muito além do cansaço físico — é também um esgotamento psíquico.
O burnout costuma surgir quando o sujeito investe demais no trabalho, colocando nele suas esperanças, sonhos e até sua própria identidade. Com o tempo, as frustrações e desilusões se acumulam, e o que antes era fonte de realização se torna um peso insuportável. O prazer e o sentido do trabalho se perdem, dando lugar à exaustão, à apatia e ao sofrimento psíquico. É como se toda a energia emocional fosse sugada, restando apenas um vazio difícil de nomear.
A psicanálise entende que esse sofrimento não é apenas resultado de um ambiente de trabalho opressor, mas também de um discurso social mais amplo — o discurso capitalista — que valoriza o fazer, o produzir e o medir, em detrimento do ser. Nesse discurso, o sujeito é reduzido a números, metas e produtividade. Ele passa a acreditar que “tudo pode” e “tudo deve”, até perceber que, na verdade, é tratado como uma peça substituível. Essa descoberta o confronta com uma sensação de desamparo e perda, abalando sua autoestima e seu equilíbrio emocional.
Quando o sujeito percebe que já não consegue corresponder às expectativas — nem às suas, nem às dos outros —, um sentimento de fracasso pode tomar conta. Esse esvaziamento emocional e simbólico pode aproximá-lo de um estado de melancolia, no qual ele se identifica com a própria falta, com o sofrimento, e passa a enxergar a si mesmo de forma negativa. As relações, o trabalho e até a vida parecem perder o sentido, como se nada mais pudesse ser investido de desejo ou prazer.
Em muitos casos, o sofrimento se manifesta também por meio de uma posição masoquista: o trabalhador insiste em permanecer no ambiente que o adoece, tentando provar seu valor, como se fosse um “herói da empresa”. Mesmo exausto ou humilhado, continua a se sacrificar, acreditando que resistir é uma forma de reconhecimento. Porém, o preço dessa insistência é alto: a saúde mental e a própria subjetividade ficam comprometidas.
É nesse ponto que a psicanálise pode oferecer um espaço diferente. Em vez de propor soluções prontas, ela convida o sujeito a falar, a se escutar e a reconhecer o que está por trás de seu sofrimento. O burnout, nesse sentido, pode ser entendido como um sinal de que algo não vai bem na relação entre o sujeito e o trabalho — um sintoma que pede escuta, não apenas tratamento médico ou afastamento profissional.
Na psicoterapia psicanalítica, o sujeito é chamado a se responsabilizar por sua história, a ressignificar o que viveu e a buscar novas formas de se relacionar com o desejo e o prazer. Esse processo não é simples nem rápido, mas é o que permite barrar, aos poucos, o discurso que o aprisiona na lógica da produtividade. Assim, ele pode voltar a se reconhecer como alguém que deseja, e não apenas como alguém que trabalha. Nessa retomada de si, o sofrimento começa a encontrar um novo sentido — e o sujeito, um novo caminho
Geovanna Moreira Bastos | Psicóloga e psicanalista - CRP 01/30116
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Nem sempre é fácil compreender o que estamos sentindo. Às vezes, a ansiedade se torna constante, os relacionamentos parecem difíceis, as responsabilidades se acumulam ou simplesmente sentimos que algo não está bem, mesmo sem conseguir explicar exatamente o motivo.
Sou Nayara Cristina, Psicóloga Clínica, e acredito que a psicoterapia pode ser um espaço para olhar com mais atenção para essas experiências, compreender suas emoções e encontrar novas maneiras de lidar com os desafios da vida.
Meu trabalho é pautado em uma escuta acolhedora, ética e sem julgamentos. Acredito que cada pessoa possui uma história única e que o processo terapêutico precisa respeitar suas vivências, necessidades e seu próprio tempo.
Atendo adultos em psicoterapia online, oferecendo um espaço de acolhimento e escuta para quem enfrenta dificuldades emocionais, desafios nos relacionamentos ou deseja desenvolver o autoconhecimento e cuidar da saúde mental.
Minha prática é orientada pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem que nos ajuda a compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Ao longo das sessões, buscamos reconhecer padrões que podem estar contribuindo para o sofrimento e desenvolver estratégias para lidar com as situações de maneira mais consciente e saudável.
Sou graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás, especialista em Psicologia Clínica e pós-graduanda em Terapia Cognitivo-Comportamental, com 8 anos de experiência profissional.
Acredito que a psicoterapia é um processo construído em conjunto, por meio de uma relação de confiança, respeito e colaboração, onde você pode falar sobre suas dificuldades sem precisar ter todas as respostas.
Você não precisa esperar que tudo fique difícil demais para começar a cuidar de si.
Se sente que este é um momento importante para olhar para sua saúde emocional, será um prazer conhecer sua história e acompanhar você nesse processo. 💚
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